| Polícia Civil/Divulgação |
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| Na delegacia, homem apresentou uma garrucha, que teria sido a arma usada no assassinato |
O homem acusado de matar com um tiro na cabeça um mecânico de 29 anos, na frente do filho dele, de 8 anos, no bairro Pousada da Esperança 2, apresentou-se à Polícia Civil nessa quarta-feira (10). Richard Nixon Venâncio Júnior, 26 anos, o "Neguinho", entregou arma do crime e confessou o homicídio ao delegado Giuliano Travain, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
O assassinato ocorreu na tarde do último sábado, na quadra 5 da rua João Bastos Pereira, durante uma discussão, e vitimou João Fermiano Neto, que teria sido morto por causa de uma dívida de R$ 500,00.
Após prestar depoimento, Nixon passou por exame residuográfico e pelo reconhecimento, mas foi liberado até que a prisão preventiva seja concedida pela Justiça. O delegado explica que o prazo para a prisão em flagrante foi encerrado.
"Nós o procuramos durante diligências no sábado todo e continuamos na segunda-feira, mas ele estava escondido, parece que em uma área de mata. Hoje [ontem], resolveu se entregar. Só que, agora, a prisão depende de ordem do juiz", cita Travain.
Na delegacia, o acusado apresentou uma garrucha calibre 32.
"Esta é a arma do crime, mas ele usou uma munição mais potente", detalha o delegado.
ABRAÇADOS
Sobrou para o garoto de 8 anos, filho do mecânico, o trauma da situação. "Eles estavam abraçados quando o tiro foi dado na cabeça da vítima", detalha Travain.
Em seu depoimento, o acusado alegou que foi um disparo acidental, que sacou a arma apenas para assustar e para que a vítima pagasse, enfim, a quantia que devia.
Segundo o delegado, o acusado disse que a vítima estaria devendo os R$ 500,00 a ele referentes à compra de um GM/Marajó.
Motivação que deve alterar a tipificação do crime regsitrado, de homicídio simples para homicídio qualificado, cometido por motivo torpe.
João Neto chegou a ser socorrido na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Mary Dota, mas não resistiu.
A criança passou por escuta especializada nesta quarta-feira e, por causa do trauma sofrido, precisou ser encaminhada para tratamento psicossocial, oferecido pelo poder público.
COPARTICIPAÇÃO
Mesmo com a confissão, a Polícia Civil continua as investigações sobre o caso, porque Nixon teria chegado ao local do crime acompanhado por mais duas pessoas e há possibilidade de coparticipação de um segundo homem, que teria repassado a arma ao acusado, instantes antes do disparo.
