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Único vagão da Sorocabana em Bauru é restaurado e terá finalidade educativa

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Ruzzon/Divulgação
Carro foi fabricado em 1945; tornou-se trem de socorro de outros veículos entre 1971 e 1999

O auge da ferrovia brasileira ainda pulsa dentro do Museu Ferroviário de Bauru, que, a partir de agosto, abrigará o único vagão da Estrada de Ferro Sorocabana existente no município. Fabricado em 1945, o carro passa por processo de restauração e a expectativa é de que tenha finalidade educativa.

De acordo com o maquinista do Museu Ferroviário, Douglas Ruzzon, a recuperação do equipamento teve início há cerca de um mês, na Estação Central, situada em frente à Praça Machado de Mello.

Ainda segundo Douglas, o projeto foi desenvolvido pela Associação de Preservação Ferroviária e Ferromodelismo de Bauru (APFFB) e tem duas vertentes, sendo que a primeira consiste na reforma do vagão e a segunda, na implantação de atividades didáticas.

O maquinista conta que o carro foi produzido em 1945, pela própria Estrada de Ferro Sorocabana, em Sorocaba, também no Interior de São Paulo. Inicialmente, ele transportava bagagens e correspondências.

Entre 1971 e 1999, se transformou no chamado trem de socorro, utilizado para auxiliar outros veículos do tipo, que estivessem em apuros. Depois, continuou rodando o País, mas Douglas não soube especificar a sua função. Em 2015, o governo federal cedeu o vagão para o Museu Ferroviário de Bauru.

O projeto, cujo valor total gira em torno de R$ 20 mil, é financiado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura, vinculado à Secretaria Municipal de Cultura.

Após o término da recuperação do carro, ele ficará estacionado na Estação Central, ao lado do Museu Ferroviário.

INFRAESTRUTURA

Historiadora, membro da APFFB e servidora do Museu Ferroviário, Fabiana Ferreira Rocha explica que o vagão terá sistema elétrico completo, mesas, cadeiras e materiais didáticos como tablets, quebra-cabeças e livros. "Como as crianças não nasceram no auge da ferrovia, precisam ter um referencial desta época", reforça.

No entanto, o novo espaço não receberá apenas os pequenos, mas todo e qualquer visitante do Museu Ferroviário, incluindo familiares de ferroviários já falecidos.

Para o vice-presente da APFFB, Ricardo Bagnato, a entidade visa preservar o patrimônio histórico de Bauru e região. "Esta é a primeira iniciativa que conseguimos materializar e garanto que virão outras, como o banco oral de memórias dos ferroviários aposentados, cujo início está previsto para o segundo semestre", adianta.

A associação existe desde 2009 e fica dentro da Estação Central. A entidade abre somente aos domingos, das 8h às 12h, período em que é possível utilizar a maquete de trens.

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