| Samantha Ciuffa |
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| O vereador Natalino da Silva pediu mais ações na segurança pública em bairros periféricos |
Os vereadores pediram mais investimentos em segurança e iluminação durante a sessão ordinária dessa segunda-feira (15), na Câmara Municipal. A falta de renovação do convênio da atividade delegada e falhas na iluminação foram mostradas por diversos parlamentares. Outro assunto tratado foi o pedido de realinhamento de preços da coleta de lixo, que começará a ser analisado pela Prefeitura de Bauru.
O vereador Natalino da Silva (PV) afirmou que atualmente a população tem a sensação de insegurança em vários pontos do município e cobrou a renovação da atividade delegada. O convênio venceu em março e ainda não houve assinatura de novo contrato entre prefeitura e Estado, conforme o JC mostrou no mês passado. "Hoje o problema da segurança é um dos principais enfrentados pela população. Você percebe isso quando estaciona o carro, e até na área central o Calçadão precisa de mais atenção do poder público. O Poupatempo é outro espaço que recebe pessoas da região e falta uma segurança. Então pedimos que o Estado ajude com o reforço da Polícia Militar e o município com a atividade delegada", citou.
Já o vereador Carlão do Gás (MDB) destacou que o Centro e o entorno do Poupatempo preocupam os moradores. "A falta de segurança no Calçadão afasta quem deseja fazer compras, movimentar o comércio, e perto do Poupatempo a mesma coisa. Acho que precisa de uma ação mais efetiva", lembrou.
LÂMPADAS
O vereador Miltinho Sardin (PTB) destacou a necessidade de reforço da iluminação, e citou a avenida Adnan Shahateet - que liga a avenida Castelo Branco até a Comendador Martha, no Jardim Ouro Verde. "A avenida foi inaugurada no governo passado e até hoje não tem iluminação em um trecho grande. Fica arriscado para todos que precisam passar nessa região de noite", frisou. A prefeitura está contratando empresa para instalação de 800 novos pontos de iluminação, mas o prazo para o começo dos trabalhos ainda não está fechado.
O vereador Serginho Brum (PSD) também pediu a renovação da atividade delegada, enquanto o líder do governo, Markinho Souza (PP), comentou que o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) vai investir na iluminação pública, e a primeira via a receber lâmpadas de LED é a avenida Marcos de Paula Raphael, no Núcleo Mary Dota, por meio de emenda parlamentar do deputado federal Capitão Augusto (PL), de R$ 300 mil. Outras avenidas devem receber o mesmo depois, e também está prevista concessão de toda a iluminação pública até o ano que vem, permitindo a troca por LED em todas as regiões.
Câmara vai terceirizar concursos
Os vereadores aprovaram, por unanimidade, o projeto de resolução da Mesa Diretora para a terceirização dos concursos públicos da Câmara Municipal. Desta forma, os próximos concursos para o preenchimento de vagas efetivas serão organizado por empresa especializada. Já a contratação de estagiários continuará sendo feita por comissões de servidores da Câmara Municipal.
Ainda em primeira discussão, a Câmara aprovou projeto de lei para cessão de um imóvel da prefeitura aos Correios no distrito de Tibiriçá, de autoria do prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD).
Já o projeto do governo de unificação dos Conselhos Internos de Política de Administração e Remuneração (Cipar) da prefeitura foi sobrestado por duas sessões, a pedido de Markinho Souza (PP), pois o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) pretende ter paridade na indicação dos membros. Os projetos em segunda votação e em discussão única foram aprovados.
Projeto de hino em sessão é adiado
O projeto de resolução do vereador Serginho Brum (PSD) para que o Hino Nacional e o Hino de Bauru sejam executados no começo da primeira sessão ordinária de cada mês foi sobrestado por uma semana. O vereador Sandro Bussola (PDT) entrou com emenda modificativa para que o Hino seja tocado dez minutos antes da sessão, enquanto Brum considera que deve ser tocado assim que os trabalhos forem abertos. O autor do projeto pediu o adiamento da votação nessa segunda-feira (15).
| Samantha Ciuffa |
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| A vereadora Telma Gobbi falou sobre o pedido de reajuste no preço da coleta de lixo feita pela Emdurb |
Vereadores debatem coleta de lixo e falam em terceirização
A vereadora Telma Gobbi (SD) citou nessa segunda-feira (15) na tribuna que a prefeitura recebeu pedido de realinhamento de preço da Emdurb no serviço de coleta de lixo orgânico. A empresa municipal pede reajuste dos atuais R$ 133,90 para R$ 180,00 por tonelada, e a solicitação será avaliada nos próximos dias. O vereador Coronel Meira (PSB) também falou sobre o assunto.
De acordo com ele, a Emdurb gasta R$ 190,00 para fazer a coleta e o preço atual foi com base em cotação do começo do ano. No mês passado, a Semma fez nova cotação e o menor preço foi de R$ 180,00, o que embasou o pedido de reajuste de 34%, gerando protestos na Câmara quanto ao sistema usado atualmente para definir preços. "No final, os valores que a Emdurb recebe não fecham e pedem o reajuste, mas o contrato foi assinado no começo do mês. Então alguma coisa está errada. Precisa rever como a prefeitura contrata a Emdurb. Tem ainda a coleta seletiva, que atualmente é por equipe o pagamento, e não por tonelada, o que é um erro pois quem está sendo obrigado a sair para as ruas e coletar são as cooperativas de material reciclável", comentou.
O vereador Sandro Bussola (PDT) entende que a prefeitura deve abrir a discussão sobre a possibilidade de terceirização da Emdurb, ou pelo menos da coleta. "Já passou do momento de fazer essa discussão com a Câmara, porque o modelo atual não funciona", avaliou. Ele também fez críticas a multas aplicadas pelo Grupo de Operações de Trânsito (GOT) no último domingo e vai pedir a relação de membros do Jari, órgão da Emdurb que faz a avaliação dos pedidos de revisão das penalidades.
Outro assunto relacionado com a Emdurb na sessão foi o reajuste da tarifa do transporte coletivo, que passa a ser de R$ 4,20 a partir do final de julho. "As planilhas apresentam dados com erros, e não houve consulta ao Conselho de Usuários, que está inativo, e sim ao Conselho de Mobilidade, que não tem essa função. Portanto esse aumento é ilegal. A Câmara deveria ser chamada a discutir, a prefeitura poderia fazer uma audiência pública e mostrar os números, porque o que veio aqui está fora da realidade, precisam voltar para as aulas de matemática. Devemos barrar esse aumento", frisou Meira.

