Em março deste ano, a chuva destruiu uma passarela situada na quadra 8 da avenida Nuno de Assis, na região do Bela Vista. Assim como outros serviços, o reparo do local está longe de ser executado. Segundo a Secretaria Municipal de Obras, uma das duas escavadeiras com força de 20 toneladas quebrou, fato que provocou a queda do ritmo de trabalho da pasta.
De acordo com o secretário Ricardo Zanini Olivatto, o equipamento apresentou problemas em abril deste ano e o custo inicial estimado para a sua manutenção gira em torno de R$ 25 mil.
Recentemente, Olivatto informou que a pasta não tinha tal valor. Ele ainda afirma que só saberá se o conserto será viável depois que o Departamento de Finanças tomar ciência do preço exato.
Ainda segundo o secretário, o DAE até possui uma escavadeira semelhante, mas não pode ser emprestada, porque pertence ao Fundo de Tratamento de Esgoto.
LICITAÇÃO
Desse modo, o município teria de abrir uma licitação. No entanto, decidiu usar uma Ata de Registro de Preços já pronta, mas vinculada à Secretaria Municipal da Saúde. "O dinheiro será aportado pela Obras, ou seja, a outra pasta só nos emprestará o certame", explica.
O intuito é economizar tempo. Mesmo assim, a Obras está em processo de cotação de preços e estima que a máquina só voltará a funcionar em um mês.
Enquanto isso, a pasta dá prioridade aos serviços considerados emergenciais. Há alguns dias, terminou os trabalhos junto ao sistema de drenagem da região do Parque Primavera. A recuperação da erosão aberta no Sambódromo, por exemplo, começou a ser feita, mas houve a necessidade de adiá-la, justamente, por conta daquela obra.
No último dia 26, o órgão retomou o serviço no setor de camarotes do local e Ricardo garantiu que ele será concluído até 15 de agosto, antes da realização do Desfile de 7 de Setembro.
Depois, a pasta deverá reparar o acesso às residências da rua Luiz Levorato, no Jardim Marabá. Outras metas, como a limpeza do Rio Bauru e a execução da passarela da Nuno de Assis, só terão início em setembro, quando, provavelmente, a escavadeira quebrada voltará a funcionar.
PREJUÍZO
Proprietário de uma loja localizada em frente à passarela da Nuno de Assis, Cleverson Riguetti, de 39 anos, alega que a ausência da passagem causa prejuízo ao comércio local. "Eu compro peças em uma loja do outro lado do rio. Agora, aguardo a entrega, fato que interfere na rapidez do meu serviço".
Já o funcionário público Luiz Carlos Sene, de 58, vive perto do local e revela que os pedestres têm de andar aproximadamente 1 quilômetro até o próximo acesso ao outro lado da avenida. "Dificultou para o pessoal do Bela Vista que está a pé e precisa ir até o Centro", finaliza.