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| Pessoas pedem ajuda em dinheiro, por meio de depósito, e deixam usuários do aplicativo com prejuízos financeiros |
Não são só os aplicativos de troca de mensagens de autoridades que são alvos de invasões. Do cidadão comum também. Pior: há muito tempo e com frequência. Em Bauru, têm sido rotineiros os registros de boletins de ocorrências. Na Polícia Civil, as vítimas informam WhatsApp clonado e o prejuízo financeiro.
Em um dos casos mais recentes, uma empresária de 41 anos denunciou que recebeu mensagens partindo do número de contato da irmã, no dia 18 deste mês. O conteúdo, segundo a vítima, era um pedido de ajuda, por meio de transferência bancária.
De acordo com o boletim de ocorrência (BO), a pessoa do outro lado da conversa de WhatsApp, se passando pela irmã, indicou duas contas. A empresária fez as transferências eletrônicas, totalizando R$ 1.975,50. O golpista, então, pediu dinheiro em uma terceira conta. Foi neste momento que a vítima estranhou e percebeu que havia caído em um golpe.
A mulher procurou a agência bancária na qual possui conta para tentar bloquear a transferência, mas foi alertada de que não seria possível reaver o dinheiro.
O JC também apurou, em outros registros policiais, os relatos de demais vítimas que tiveram o WhatsApp clonado ao acessarem sites especializados em hospedar anúncios de venda de bens e produtos.
De acordo com outro BO registrado como estelionato, uma moradora de Bauru, de 24 anos, havia anunciado a venda de um celular. No site, existia a opção de impulsionamento do anúncio. Quando resolveu "turbinar" a divulgação da venda, recebeu um SMS com um código de confirmação.
Após digitar esse código no site de vendas, familiares e amigos, com os quais tem contato no WhatsApp, passaram a receber mensagens de pedido de ajuda em dinheiro. A vítima relata ainda que alguns amigos atenderam aos "apelos" e tiveram prejuízos financeiros, cujos valores não foram divulgados.
