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Fonoterapia intensiva propicia em 3 semanas resultados de um ano


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Professora Maria Inês Pegoraro-Krook, uma das coordenadoras do projeto, durante a terapia

Pacientes do Pará, Rondônia, Bahia, Goiás, Paraná e São Paulo estão participando, neste mês, de mais um Programa de Fonoterapia Intensiva (PFI), realizado em uma parceria entre o Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da USP em Bauru.

"Um grande diferencial deste programa é o formato concentrado, que propicia resultado satisfatório em um curto período. Os pacientes são submetidos a uma média de 45 terapias, quatro sessões por dia, durante três semanas, de segunda a sábado. Para se ter uma ideia, pacientes que fazem a fonoterapia tradicional, uma vez por semana, fariam 45 sessões ao longo de um ano. Portanto, nessa proposta, fazemos um ano de terapia em apenas três semanas", explica a professora Maria Inês Pegoraro-Krook, que coordena o PFI juntamente com a docente Jeniffer de Cássia Rillo Dutka, ambas do Departamento de Fonoaudiologia da FOB/USP e do Programa de Pós-Graduação do HRAC/USP.

A professora Maria Inês ressalta que, "em razão do ineditismo e dos resultados obtidos com os pacientes participantes, o programa tem atraído a atenção de profissionais e especialistas estrangeiros". "Neste módulo, contamos com a participação de uma psicóloga e uma fonoaudióloga da Argentina, uma médica foniatra e uma fonoaudióloga da Espanha, e também uma fonoaudióloga da Ucrânia", informa.

Iniciado em 2012 e com dois módulos por ano, o Programa de Fonoterapia Intensiva é voltado a pacientes com fissura labiopalatina do HRAC/USP que têm dificuldade de acesso à terapia de fala em suas cidades de origem.

ATENDIMENTOS

As terapias ocorrem na Clínica de Fonoaudiologia da FOB/USP e os atendimentos de prótese de palato e de outras áreas (como nasoendoscopia, videofluoroscopia, gravação do material de fala, nasometria, odontologia, serviço social, neuropsicologia, otorrinolaringologia, psicopedagogia e cirurgia plástica) são realizados no Centrinho.

Além do caráter de assistência ao paciente, o PFI também é um diferencial importante na formação acadêmica. Participam do programa alunos do quarto ano de Fonoaudiologia da FOB; alunos de pós-graduação da faculdade e do Centrinho; além de residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde - Síndromes e Anomalias Craniofaciais do hospital.

"Durante a realização dos módulos, fazemos várias reuniões com todo o grupo envolvido para discutir as técnicas e estratégias utilizadas e a evolução do tratamento dos pacientes. Ao todo, são mais de 50 pessoas envolvidas, entre docentes, discentes, residentes, profissionais e pessoal de apoio", assinala a professora Maria Inês Pegoraro-Krook. "O Programa de Fonoterapia Intensiva se tornou um grande laboratório de estudo, pesquisa e desenvolvimento de métodos de diagnóstico e tratamento mais eficazes e rápidos das alterações de fala decorrentes das fissuras labiopalatinas e das disfunções velofaríngeas. Além disso, contribui para preparar os futuros profissionais da área da saúde para atender pacientes com anomalias craniofaciais, principalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS)", conclui.

Encerramento

A cerimônia de encerramento deste módulo do Programa de Fonoterapia Intensiva será realizada amanhã, às 17h, no Auditório "Profa. Dra. Maria Cecília Bevilacqua" (Bloco Didático 3 da FOB/USP), com a presença de toda a equipe envolvida, dos pacientes e seus acompanhantes e demais convidados.

 

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