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Sobe para 62 o número de mortos em conflitos no Pará

FolhaPress
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Altamira - Quatro detentos que sobreviveram ao massacre no presídio de Altamira foram assassinados durante a transferência. Eles faziam parte de um grupo de 30 detentos a caminho até a cidade de Marabá, a 600 km de distância.

Segundo nota do governo do Pará, de Helder Barbalho (MDB), as mortes ocorreram dentro de um caminhão de transporte de presos entre as 19h de terça-feira (31) e a 1h desta quarta. Eles viajavam algemados e estavam divididos em quatro celas.

As mortes ocorreram por asfixia e só foram descobertas na chegada a Marabá. Sempre de acordo com a versão do governo estadual, os quatro mortos integravam a mesma facção criminal.

Com isso, sobe para 62 o número de vítimas em decorrência da rebelião da última segunda-feira (30).

CORPOS SE

DETERIORANDO

Guardados de forma improvisada em um caminhão frigorífico sob o inclemente sol amazônico, os corpos estão se decompondo em meio à dificuldade para identificar as vítimas. Foram 16 pessoas esquartejadas e 42 carbonizadas. Por falta de espaço, os cadáveres estão sendo exumados sob uma tenda improvisada e sem refrigeração no pátio do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, o equivalente paraense do IML, sob gestão estadual. O mau cheiro vem principalmente quando os peritos abrem a porta do caminhão.

PRESIDENTE COMENTA

O presidente Jair Bolsonaro comentou a morte dos presos durante a transferência. De acordo com ele, isso são problemas que "acontecem". "Com toda a certeza, deveriam estar feridos, né? É como uma ambulância quando pega uma pessoa até doente, no deslocamento, ela pode falecer", disse Bolsonaro. "Pessoal, problemas acontecem, está certo?", ressaltou.

O presidente disse que conversará sobre o cenário de violência no Pará com o ministro da Justiça, Sergio Moro, e, apesar de reconhecer que é cláusula pétrea, defendeu o trabalho forçado de presidiários no Brasil.

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