Botucatu - Um homem de 28 anos foi encontrado morto em Rubião Júnior, distrito de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), na manhã de ontem. Adilson da Silva Rodrigues, que seria conhecido como Ceará, morava no distrito e foi morto com golpes de faca no pescoço. A Polícia Civil acredita que o crime teria ocorrido na madrugada e prendeu, na tarde desta quarta-feira, em operação conjunta com a Polícia Militar, um suspeito que é colega da vítima e que, horas antes do assassinato e na companhia de Adilson, teria ganhado uma faca como prêmio em uma "raspadinha" promovida por um bar. O lacre de proteção da faca fez com que a polícia chegasse ao suspeito, porque a peça encontrada no pescoço da vítima era idêntica às das demais facas premiadas pelo bar. O homem de 54 anos negou o crime, mas foi detido depois que a polícia o encontrou vestindo roupas com manchas de sangue.
O delegado responsável pelo caso, Celso Olindo, requisitou exame de confrontação de DNA das manchas encontradas nas peças de roupa com o sangue da vítima para comprovar a autoria. Este é o segundo assassinato registrado na área de Botucatu em quatro dias (leia mais ao lado).
CRIME
O corpo foi encontrado em uma área próxima à linha férrea, paralela à rua Raimundo Puti, no bairro Jardim Neusa Maria, a cerca de 300 metros de uma base da PM. Segundo registro policial, a denúncia ocorreu após uma pessoa notar um cachorro se alimentando de partes do corpo.
Ao lado da vítima caída em posição lateral, a polícia apreendeu um canivete fechado, que seria de Adilson e um boné. Um dos policiais reconheceu o homem e lembrou que o mesmo sempre estava na companhia do acusado perambulando pela cidade.
PRISÃO
Após a perícia técnica no local, os policias seguiram para casa do conhecido da vítima, que também fica na rua Raimundo Puti, e o encontraram vestindo uma calça com manchas de sangue. No barraco dele, uma camisa também foi apreendida com sangue.
Questionado, ele negou o crime, mas confirmou que esteve no bar com o rapaz e disse ter dado a faca que ganhou como prêmio a ele.
O acusado alegou ainda que a vítima foi embora do estabelecimento comercial antes dele. A versão, contudo, foi rebatida pelo proprietário do estabelecimento, que também foi ouvido pela polícia. A faca do crime não foi localizada.
O caso foi registrado como homicídio qualificado. A motivação do crime ainda é desconhecida.