Ao menos 32 pessoas, em sua maioria policiais, morreram e várias ficaram feridas ontem em dois ataques contra as forças de segurança em Aden, sul do Iêmen, anunciaram fontes oficiais e serviços médicos. Um dos ataques foi assumido por rebeldes huthis, aliados do Irã, que lutam contra forças do governo do Iêmen, apoiado por coalização que inclui Arábia Saudita, EUA e Emirados Árabes Unidos.
O Iêmen é palco de uma guerra civil desde 2014 que deixou dezenas de milhares de vítimas. Rebeldes, que dizem lutar contra a corrupção, controlam parte do território, inclusive a capital Sanaa, o que levou o governo a mudar sua sede para Aden.
Os rebeldes disseram ter usado um míssil e um drone para atacar um quartel da polícia em Al-Jalaa, ontem.
O general Munir al-Yafyi está entre as vítimas fatais deste ataque, informaram fontes das forças de segurança. Ele foi atingido por estilhaços de um míssil. Perto da cratera aberta pela explosão, o corpo de uma vítima foi coberto com uma bandeira.
Poucos minutos antes, um atentado suicida com carro-bomba foi executado na entrada de um quartel-general no centro de Aden. A ação foi atribuída pelas autoridades aos jihadistas. Ao menos dez pessoas morreram e 16 ficaram feridas, segundo a entidade Médicos sem Fronteiras. O ataque aconteceu no momento em que os policiais se reuniam para saudar a bandeira nacional. Não está claro se há relação entre os dois casos.
Os ataques tiveram como alvos as forças do "Cinturão de Segurança", agentes de polícia treinados e equipados pelos Emirados Árabes Unidos, um dos pilares da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, que atua desde 2015 no Iêmen contra os rebeldes huthis. Os ataques aconteceram após um período de relativa calma em Aden, onde o último atentado suicida havia sido registrado em 24 de julho.
No início de julho, os Emirados Árabes Unidos anunciaram a intenção de reduzir suas tropas no Iêmen, a fim de passar de uma "estratégia" de guerra para uma lógica de "paz".