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Epidemia de solidão é um risco do futuro


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A solidão é considerada um caso de saúde pública no Reino Unido. O governo calcula que nove milhões de pessoas vivem solitárias no país, o que levou as autoridades a criarem o Ministério da Solidão, em janeiro de 2018. Na época, a primeira-ministra Theresa May descreveu a medida como uma "triste realidade da vida moderna".

Dora Tognolli alerta que o Brasil não enfrenta esse problema por enquanto, mas é um risco futuro diante do envelhecimento da população. Isso porque dados recentes do IBGE calculam que um a cada quatro brasileiros terão mais de 65 anos até 2060, o que equivale a 58,2 milhões de pessoas.

"Há idosos morrendo em casa sozinhos sem ninguém saber, porque não tem ninguém para cuidar deles. Os encontros de família têm diminuído, o número de filhos caiu e imigrantes já vêm para o Brasil para viver sozinhos. Esses fatores prejudicam os laços sociais", aponta.

Isso aplicado à realidade atual se torna ainda mais preocupante: o último levantamento do Disque 100, do primeiro semestre de 2018, registrou 34,3 mil denúncias de negligência e violações de direitos humanos contra idosos naquele período. Nos últimos oito anos, houve 432 mil queixas, mostrando o isolamento social que as pessoas podem sofrer na velhice.

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