Internacional

Na Rússia, polícia detém 685

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Moscou - Pelo terceiro sábado consecutivo, moscovitas foram às ruas para criticar a falta de liberdade no sistema eleitoral russo e, por extensão, o arcabouço institucional que sustenta o presidente Vladimir Putin, que completa 20 anos no poder na próxima sexta-feira, dia 9.

A repressão policial foi pesada. De acordo com a agência Reuters, 685 pessoas foram detidas por participar de protesto sem autorização oficial.

O número não foi maior do que em 27 de julho, contudo, quando 1.373 manifestantes foram para a cadeia --60 foram condenados a um mês de prisão, e 164, a pagar multas.

Colaborou para isso o fato de que a polícia já havia passado a semana apertando o cerco aos ativistas. Na quinta-feira (1º), dez foram indiciados e podem pegar até 15 anos de prisão por incitar revolta social.

A ONG OVD-Info, que monitora protestos, não havia calculado quantos ativistas participaram do ato. No último sábado (27), foram 3.500, ante os recordistas 22,5 mil que ocuparam o centro de Moscou no dia 20 de julho.

A manutenção da mão dura sobre os ativistas demonstra que Putin não está disposto a deixar o movimento evoluir em seu termo final no cargo, e sinaliza também que suas opções estão acabando.

Ele tem mandato até 2024, quando terá 72 anos. Se não mudar as regras, terá de esperar um governo inteiro de seis anos para se candidatar.

Comentários

Comentários