Esportes

Bauruenses no polo aquático estreiam hoje em Lima

Wagner Teodoro e Dulce Kernbeis
| Tempo de leitura: 2 min

Os representantes bauruenses do polo aquático têm estreia agendada para hoje nos Jogos Pan-Americanos de Lima. No masculino, a cidade tem na Seleção Brasileira o experiente Rudá Franco e no feminino, as revelações da Associação Bauruense de Desportes Aquáticos (ABDA) Letícia Belório e Kemily Leão, esta suplente do time verde-amarelo. O polo aquático é uma das modalidades do Pan que valem vaga nas Olimpíadas de Tóquio no ano que vem. Somente os campeões no masculino e feminino garantem a classificação. O grande adversário pela vaga olímpica são os times dos Estados Unidos. O feminino do Brasil encara, hoje, a Venezuela, às 10h, e o masculino joga contra o Peru, às 18h30.

Rudá vai disputar sua segunda edição de Pan-Americano. O bauruense defendeu o Brasil no Pan de Guadalajara, no México, em 2011, quando o País conquistou a medalha de bronze. Em 2015, em Toronto, no Canadá, o atleta se recuperava de cirurgia no ombro e não pôde ser convocado. O bauruense tem no currículo competições importantes, como os Jogos Olímpicos 2016 no Rio de Janeiro, além de Mundiais.

Neste ano, integrou o time brasileiro que terminou o Mundial da Coréia do Sul em 13ª lugar. Em contato com o Jornal da Cidade, Rudá Franco falou um pouco sobre a expectativa em Lima e o sonho da vaga olímpica. 

JC - Como foi a preparação para o Pan?

Rudá - Tivemos uma preparação de praticamente um mês para o Mundial, com treinos nos Estados Unidos e China, aprimorando a forma física. Usamos o Mundial para ganharmos ritmo de jogo e bagagem, sabíamos que era muito difícil um resultado expressivo, treinávamos no dia de jogo e em dois períodos nos dias de folga, tudo isso para chegar bem no Pan-Americano.

JC - E qual a expectativa da Seleção Brasileira para Lima?

Rudá - A expectativa é boa, temos um clássico contra a Argentina na fase de grupos e pretendemos evoluir a cada jogo para a fase final.

JC - No polo aquático, o Pan tem importância ainda maior, pois é uma das modalidades que valem classificação ao campeão para as Olimpíadas. É possível pensar em título?

Rudá - Acredito que temos chance de sair campeões e, assim, com a vaga para as Olimpíadas de Tóquio, mesmo tendo que derrubar um tabu que dura 56 anos sem título no Pan. É uma competição rápida, são seis jogos em sete dias, temos que manter o foco no nosso objetivo e jogar todos os jogos como se fossem o último. Evoluir e crescer com o passar dos jogos, para sermos campeões. Não podemos falhar.

Comentários

Comentários