Nacional

Preso é encontrado morto em Bangu 1

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Rio de Janeiro -  Ainda faltavam 15 anos para que o presidiário Clauvino da Silva, 42, encontrado morto em sua cela na manhã desta terça-feira (6), enforcado com um lençol, pudesse progredir de regime. 

No sábado (3), Clauvino tentou fugir do Complexo de Gericinó, no Rio, utilizando uma máscara de látex, peruca e roupas da filha. Não deu certo: foi detido por agentes penitenciários e transferido de Bangu 3 para Bangu 1.

VIDA MARCADA

Foi o fim de uma vida marcada por passagens pela polícia. A ficha criminal de Clauvino, ao qual a reportagem a teve acesso, possui mais de 10 páginas. Ele foi condenado a mais de 70 anos de prisão por crimes como tráfico de drogas, latrocínio e roubo qualificado.

Em uma dessas ocasiões, em 2001, invadiu a residência de um caseiro e sua família, em Angra dos Reis, e com emprego de grave ameaça e com a ajuda de um comparsa roubou itens de valor. O Ministério Público ressaltou em denúncia que os criminosos impuseram "enorme terror" às vítimas.

Segundo elas narraram, a todo o momento Clauvino e o comparsa diziam que estuprariam a mulher e a filha do casal, de cinco anos, e  teria encostado a arma na cabeça da criança e desferido coronhadas contra o caseiro. A invasão durou cerca de cinco horas.

Com décadas de experiência nas prisões do Rio, um agente penitenciário com quem a reportagem conversou sob condição de anonimato diz acreditar que uma das hipóteses para a morte de Clauvino seria a existência de problemas com o CV. 

Se estivesse marcado pela facção, sua família estaria ameaçada e ele poderia ser submetido a uma morte dolorosa quando voltasse para Bangu 3.

Segundo esta teoria, desesperado, Clauvino tentou escapar da prisão de forma muito arriscada. Quando o plano deu errado, só viu como saída o suicídio.

Comentários

Comentários