A manutenção de prédios da Secretaria de Saúde voltou a ser cobrada nas últimas sessões da Câmara, especialmente pela vereadora Telma Gobbi (SD). Outros, como Manoel Losila (PDT), Natalino da Silva (PV) e Carlão do Gás (MDB), também fizeram pedidos parecidos.
De acordo com Telma, presidente da Comissão de Saúde, os parlamentares entendem a dificuldade na parte financeira, mas citam que pequenos e médios reparos podem acontecer com mais rapidez, afirma.
Ela percorreu 26 das 49 unidades da secretaria, entre as básicas, de emergência e atendimento especializada ou de referência, e pretende ir até os outros 23 prédios.
O secretário municipal de Saúde, José Eduardo Fogolin, afirma que a pasta possui um planejamento para dar conta da demanda e priorizou os prédios em situação mais precária. Ele destaca que, no atual governo, foram concluídas as construções das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Jardim Jussara/Celina e do Jardim Chapadão, e está em fase de licitação a nova UBS do Nova Esperança.
Já a Unidade de Saúde da Família (USF) da Vila São Paulo entrará em reforma, com previsão de reabertura no final do ano. "O montante disponível para manutenção é pequeno, antes o Ministério da Saúde ajudava mais, agora depende apenas das prefeituras. O que estamos fazendo é dar atenção primeiro onde a situação estava mais precária, como o Nova Esperança e Vila São Paulo, e organizar o reparo nas demais", afirma.
PARCERIAS
A UBS do Nova Esperança será construída com dinheiro devolvido pela Câmara. Já a conclusão da UBS do Chapadão e a reforma da USF da Vila São Paulo vem de contrapartida obrigatória do curso de medicina da Uninove, cerca de R$ 1,5 milhão por ano na rede básica do município. Outras duas unidades foram recuperadas em mutirões realizados por uma igreja, na Vila Cardia e no Núcleo Octávio Rasi.
Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Ipiranga novos aparelhos de ar-condicionado foram colocados, e a previsão é de troca desses equipamentos em outras unidades. As UPAs e as salas de vacina das UBS serão priorizadas. Por fim, o Centro de Referência em Moléstias Infecciosas (CRMI) será transferido para outro imóvel que será locado.