Tribuna do Leitor

Visibilidade dos sonhos

Juarez Alvarenga
| Tempo de leitura: 1 min

O habitat natural dos sonhos deve ser o terreiro da realidade. Sonhos pequenos camuflam os instintos naturais em reação às potencialidades dos grandes que incomodam à plateia existente. É junto com o formigueiro de gente, que diariamente percorre a Marginal do Tietê, em São Paulo, por exemplo, que devemos levar nossos sonhos, para a luta como o boia-fria leva o almoço ao serviço. Enganam-se aqueles que acreditam que as quimeras devem ter sua gênese na cama. No conforto das cobertas, nossas utopias devem saltar para o sereno das madrugadas, pois lugar ideal aos sonhos é dentro das verdades da logísticas grandiosas que nos aproximam dos horizontes traçados.

As táticas e as estratégias de nosso empreendimento só locomovem com a rotatividade das ações em permanentes transformações.

Colocar qualquer projeto grandioso em ação é como percebemos as grandezas dos elefantes em mata explorada pelo homem. Sonhos com potencial têm a visibilidade dos elefantes pela plateia. Por isto, fica exposto às criticas e tiros destruidores de acabar com nossas utopias antes de colocarmos ações em evidência. Mas este é o risco que devemos correr diant da reação natural das plateias aos grandes sonhos, principalmente aos iniciantes é de censura e reprovação. Cabe a nós, donos dos sonhos, manusear as distâncias de nossas utopias com a realidade, na destreza perfeitas dos animais selvagens que acreditam na fertilidade explosiva de seus instintos naturais.

Os sonhos são quando o egoísmo encontra sua autenticidade. É um ato isolado e personalizado. Ignorar a plateia, quando nossas fantasias estão visíveis distantes da realidade, é ser convicto timoneiro de seu próprio caminho. A distância deve ser medida por atos de valentia épica cegando pela visibilidade da plateia. Os espaços devem ter a grandeza, onde nossas utopias possam desenvolver com desenvoltura de nossa ideia fixa.

 

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