Caracas - O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, afirmou que a decisão do regime venezuelano de abandonar as conversas com a oposição indicam a má-fé do ditador Nicolás Maduro.
As conversas entre a oposição e o regime vinham acontecendo em Barbados, sob mediação da Noruega.
"O regime voltou a demonstrar ao mundo que é o principal obstáculo para uma saída pacífica esta gravíssima crise. Mas cedo ou tarde vão ter de voltar a dialogar; se não é pelo bem, será pelo mal", afirmou o líder opositor, em vídeo.
Ele acrescentou que o episódio mostra a "má-fé e a pouca seriedade" que o regime tem para oferecer uma transição.
Guaidó ainda disse que, em Barbados, o grupo ligado a Maduro demonstrou que só estava interessado em manter "seus negócios e seus interesses particulares. Se isso se vê ameaçado, saem a reprimir e a chantagear, dentro e fora da Venezuela".
Maduro anunciou que o fim das conversas depois que o governo do presidente Donald Trump aplicaram o congelamento total dos ativos venezuelanos.
Sobre as novas sanções, Guaidó disse que são de "total e absoluta responsabilidade de Nicolás Maduro e seus funcionários corruptos, violadores de direitos humanos".