São Paulo - Um protesto organizado por centrais sindicais e movimento estudantil contra a política educacional do governo Jair Bolsonaro (PSL) e cortes na área reuniu, no fim da tarde desta terça-feira (13), milhares de pessoas pelo país. Houve manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Recife, entre outras cidades.
Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), houve atos em 204 cidades, em praças, campus universitários e nas ruas. A entidade estima que os protestos tenham reunido cerca de 900 mil pessoas pelo país. No protesto do dia 15 de maio, a UNE havia identificado atos em cerca de 220 cidades.
As manifestações foram marcadas por críticas ao programa Future-se, que estimula captação de verba privada por universidades federais. Em ato em São Paulo, uma faixa dizia: "Exterminador do futuro ou enganador do Future-se".
Esta é a terceira onda de atos contra a política de educação de Bolsonaro a tomar várias cidades.
Em São Paulo, o ato, um tanto esvaziado numa tarde fria e chuvosa, foi contrário também à reforma da Previdência e outras bandeiras governistas. A manifestação não poupou o presidente de xingamentos como "idiota". Políticos de oposição o acusaram de tentativa de "implantar uma ditadura" no Brasil.
Com os tradicionais balões das centrais sindicais, incluindo um com presidente com uma faixa laranja (referência ao suposto esquema de candidaturas laranjas do partido de Bolsonaro) no peito, a manifestação ocupava cerca de dois quarteirões da avenida Paulista por volta das 17h30.
O protesto ganhou mais corpo com a chegada de estudantes secundaristas no início da noite. No entanto, o público não chegou perto de grandes protestos contra cortes do governo nas universidades, como ocorrido em maio deste ano.
RIO DE JANEIRO
No Rio, manifestantes se reuniram em frente à Igreja da Candelária, no centro. Os manifestantes caminharam da Candelária até o prédio da Petrobras, a cerca de 1 km, onde defenderam a valorização da estatal. Por volta das 19h, a chuva acompanhada de fortes rajadas de vento contribuiu para que o ato dispersasse. Em Brasília, as pautas eram as mesmas: contra cortes na educação, o projeto Future-se e a reforma da Previdência.
Os organizadores da passeata estimaram a participação de 10 mil pessoas. Dentre os quais, dois mil indígenas que estão acampados na cidade. Já a PM contou 4.000 participantes.