Política

Prefeito inclui asfalto em empréstimo

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) vai se reunir com vereadores na semana que vem para apresentar o pedido de empréstimo desejado pelo governo para a compra de novas máquinas e incluirá no pacote obras de recape e a estrutura dos distritos industriais.
O valor ainda não foi fechado, mas deve superar os R$ 40 milhões, e precisa de aprovação da Câmara Municipal.

A renovação do maquinário da prefeitura vem sendo discutida desde o começo do mandato e deve custar cerca de R$ 13 milhões. O recape das principais ruas e avenidas, com valor de R$ 20 milhões, será colocado no pedido de empréstimo, e mais R$ 10 milhões para a estrutura dos quatro distritos industriais, como drenagem e recape.

A estimativa da prefeitura é obter empréstimo com juros de 6% ao ano em instituições como Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal. "Esses bancos abriram linhas de crédito para os municípios a juros menores do que a média de mercado. As obras que estamos colocando precisarão acontecer em algum momento. São dois anos de carência, então o começo do pagamento fica para depois de 2021, com dez anos para pagar. Como a partir do ano que vem não teremos que dar mais contrapartida ao PAC Asfalto, vamos direcionar o dinheiro que seria reservado para isso ao pagamento do empréstimo, e o restante acaba sendo pago pelas melhorias, com a redução da manutenção das máquinas e das vias que terão asfalto novo", afirma. O prefeito diz que terá parte do dinheiro 45 dias após o aval da Câmara e o restante 90 dias depois. Para isso, precisará convencer os vereadores.

O valor total, que ultrapassará R$ 40 milhões e pode chegar a R$ 50 milhões, dependendo de mais alguns itens que ainda podem entrar, foi considerado alto por parte da Câmara. O asfalto em regiões que ficaram fora do PAC, como Vila Santista, Parque Giansante, Val de Palmas e parte do Manchester, prometido por Gazzetta a moradores, pode entrar no empréstimo. Na semana passada, após a coluna 'Entrelinhas' antecipar o interesse do governo em pedir esse montante emprestado, os vereadores Meira (PSB) e Chiara (DEM) fizeram críticas e avaliaram o momento inoportuno, a um ano das eleições. Outros parlamentares, de maneira mais reservada, também veem com preocupação a criação dessa dívida.

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