Quatro novas instituições de ensino superior de Portugal assinaram acordo para usar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de selecionar alunos para a graduação. A tradicional Universidade de Coimbra e a do Algarve, as primeiras a firmar parceria desse tipo, também renovaram os convênios com o Ministério da Educação (MEC).
Ao todo, 41 instituições portuguesas usam o Enem. Entre as quatro novas, três têm sede em Lisboa - Instituto Universitário de Lisboa, a Universidade Autônoma de Lisboa e o Instituto Politécnico da Lusofonia. A quarta nova conveniada é a Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha Portuguesa, em Oliveira de Azeméis.
O convênio das instituições portuguesas com o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais, órgão ligado ao MEC, completou cinco anos em maio. Ao jornal O Estado de S. Paulo, Alexandre Lopes, presidente do Inep, disse que, com a renovação dos convênios, o órgão começou também a fazer levantamento de quantos brasileiros estão matriculados nas escolas portuguesas.
A exigência de notas mais baixas do que muitas universidades públicas brasileiras e o custo de vida atrativo em relação ao restante da Europa têm facilitado a migração de estudantes. Até o ano passado, o total era de 1,2 mil brasileiros aprovados para estudar no país europeu.
Critérios
A nota mínima necessária varia de acordo com o curso e instituição, mas a maioria exige 120 pontos na escala portuguesa (de 0 a 200), o que equivale a 600 pontos no Enem. Além disso, a maioria das universidades atribui pesos diferentes às provas do Enem, valorizando o desempenho nas áreas relacionadas às que o aluno quer estudar.
Apesar de serem públicas, as universidades portuguesas cobram anuidade de ¤ 1,5 mil a ¤ 7 mil (R$ 6,3 mil a R$ 29 mil).
Em Portugal, o termo licenciatura se refere aos bacharelados. Mestrados integrados são cursos com cinco anos de duração, como Engenharias e Arquitetura.