Você já viu o novo "O Rei Leão"? Não? Então vá! Tudo bem que o filme, em cartaz nos cinemas de Bauru, está dividindo opiniões. Por isso mesmo vale a pena.
O longa tem Jon Favreau na direção e continua com o mesmo jeitão, aquele mesmo jeitão da animação. Voltamos a ver a história de um leão e sua jornada, cheia de percalços e Hakuna Matata para se tornar um rei e assumir seu lugar no grande círculo da vida. A nova versão honra a animação clássica ao manter muitas das coisas que fizeram sucesso na época, seja arcos narrativos em zig-zag, as músicas, ou personagens carismáticos, modificando poucas passagens da história, usando como artifício para apresentar o filme para um novo público.
Para os espectadores que cresceram com a animação, o sentimento de estranhamento deve ser mais gritante, como a voz das hienas famintas. É uma produção com um tom muito mais realista, bastante adulto, e que infelizmente perde muito da magia vista na animação - o que deve incomodar algumas pessoas.
Não é ruim, mas não chega aos pés do original. O roteiro de Jeff Nathanson tenta contar a história de um jeito mais pé no chão, trazendo um toque de sobriedade para o filme muito maior que a animação teve. Tudo isso se dá pelo fato que os personagens e os efeitos especiais não tem as mesmas sutilezas, nem mesmo os traços tão marcantes que vimos no desenho.
Na animação, as cores vibrantes e o jeito que os animais se movimentavam em tela ajudavam a contar a história, e esses detalhes faziam, efetivamente, parte da trama, ainda mais se levarmos em consideração o filme ser sobre animais falantes em plena África.