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Beber ou não beber?

Letycia Bond
| Tempo de leitura: 2 min

Quem tem histórico familiar de abuso de álcool apresenta um menor poder de decisão antes de consumir bebidas alcoólicas. Esse foi o resultado de um estudo feito por pesquisadores da Society for Neuroscience (Sociedade para Neurociência).No trabalho foi observado que o córtex pré-frontal — região do cérebro responsável pela tomada de decisão — daqueles que tinham histórico familiar de consumo excessivo de álcool era menos ativo — portanto dava menos oportunidade de negar bebidas — do que naqueles que não tinham.

Os pesquisadores compararam a atividade do córtex préfrontal antes e durante o consumo de bebidas em dois tipos de ratos. Um modelou um histórico familiar de abuso de álcool, enquanto o outro não apresentava este registro.

"O material genético passado pelos pais apresenta alguns defeitos que impossibilitam que os filhos criem resistência ao álcool. Eles ficam sem limites para o consumo", explica o psiquiatra Jorge Jaber, especialista em dependência de drogas.

Esses achados sugerem que o córtex pré-frontal codifica diretamente a intenção de consumir álcool. Mas esse processo acontece de maneira menos eficiente naqueles com maior risco de abuso alcoólico. Restaurar a atividade do córtex pré-frontal em indivíduos com predisposição ao excesso de bebida pode ser uma abordagem para o tratamento de transtornos por uso de álcool.

"É importante ressaltar que esses dados destacam ainda mais a necessidade de considerar o risco herdado ou genético ao desenvolver estratégias de tratamento para o consumo de álcool excessivo", afirma David N. Linsenbardt, do departamento de psicologia da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos.

Quem tem histórico familiar de abuso de álcool apresenta um menor poder de decisão antes de consumir bebidas alcoólicas. Esse foi o resultado de um estudo feito por pesquisadores da Society for Neuroscience (Sociedade para Neurociência).

No trabalho foi observado que o córtex pré-frontal — região do cérebro responsável pela tomada de decisão — daqueles que tinham histórico familiar de consumo excessivo de álcool era menos ativo — portanto dava menos oportunidade de negar bebidas — do que naqueles que não tinham.

Os pesquisadores compararam a atividade do córtex préfrontal antes e durante o consumo de bebidas em dois tipos de ratos. Um modelou um histórico familiar de abuso de álcool, enquanto o outro não apresentava este registro.

"O material genético passado pelos pais apresenta alguns defeitos que impossibilitam que os filhos criem resistência ao álcool. Eles ficam sem limites para o consumo", explica o psiquiatra Jorge Jaber, especialista em dependência de drogas.

Esses achados sugerem que o córtex pré-frontal codifica diretamente a intenção de consumir álcool. Mas esse processo acontece de maneira menos eficiente naqueles com maior risco de abuso alcoólico. Restaurar a atividade do córtex pré-frontal em indivíduos com predisposição ao excesso de bebida pode ser uma abordagem para o tratamento de transtornos por uso de álcool.

"É importante ressaltar que esses dados destacam ainda mais a necessidade de considerar o risco herdado ou genético ao desenvolver estratégias de tratamento para o consumo de álcool excessivo", afirma David N. Linsenbardt, do departamento de psicologia da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos.

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