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A 'tecnohumanização' nos negócios

RAFAEL DE PAULA
| Tempo de leitura: 2 min

O avanço da tecnologia no dia a dia é uma realidade incontestável. Além da necessidade de inovação constante, os desafios impostos pelas novas tecnologias, por exemplo, atingem modelos tradicionais de negócios. Mas, engana-se quem pensa que a participação do ser humano é menos fundamental. Pelo contrário: a sensibilidade e a criatividade humanas seguem fazendo a diferença.

Esse conceito é a "tecnohumanização", termo criado pelo bauruense Márcio Bueno, palestrante e profissional da tecnologia. Ele, inclusive, fala sobre o tema no Bauru Innovation Day (BID), no próximo dia 29 (leia mais abaixo).  "O método visa unir novos sistemas e pessoas para transformar as empresas tradicionais e as que estão surgindo em companhias conscientes e rentáveis", explica Bueno.

Para ele, o ser humano precisa ser sempre o centro da mudança. "Há muita empresa perdida no processo de transformação digital ou trabalhando com uma tecnologia mais robusta simplesmente para otimizar tempo. Isso está errado", sentencia Márcio.

DESAFIOS

Para Bueno, é fundamental que o empresário de hoje entenda que a tecnologia é uma facilitadora de mudanças, e não somente uma otimizadora de processos atuais, como fazem as máquinas. "Colocar cada vez mais tecnologia é acelerar um colapso da sociedade. Homens integram a sociedade, não robôs", alerta.

Assim, o "caminho das pedras" para o novo empresário e o mais antigo, de acordo com o Bueno, é buscar transformar o modelo de negócio, de forma consciente, equilibrada e, principalmente, humanizada.

"Isso se dá porque pode-se substituir o homem pela tecnologia em atividades repetitivas, mas está muito longe de substituirmos a criatividade e a sensibilidade humanas", crava.

Segundo ele, o empresário que está na ativa precisa entender, também, que a transformação digital não acontece somente nos computadores. Ela ocorre na sociedade, nas pessoas e no próprio negócio. "Cerca de 70% dos processos de transformações digitais não funcionam. O ser humano ainda é importante", finaliza.

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