Nacional

Sequestrador estava em surto

Agência Brasil
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Rio de Janeiro - O jovem Willian Augusto da Silva, de 20 anos, estava em surto psicótico nesta terça-feira (20) quando sequestrou um ônibus na Ponte Rio-Niterói, permanecendo por três horas e meia com 39 reféns parados na altura do vão central, na pista sentido Rio. Eram 38 passageiros e o motorista em um coletivo que é diferenciado e cuja passagem custa mais caro.

O governador do estado, Wilson Witzel, que concedeu coletiva à imprensa no início da tarde, considerou um sucesso a operação que terminou com a morte de Willian.

"Tivemos que usar atiradores de elite para neutralizar um homem que ameaçada dezenas de vidas. Eu estive no local, subi no ônibus e vi que havia um cheiro forte de gasolina. Ele pendurou no teto do ônibus garrafas PET cortadas com gasolina e tinha um isqueiro na mão quando foi abatido. Durante a negociação ele demonstrou uma perturbação mental e disse que queria parar o estado. Vamos, com calma, no decorrer dos dias,  ouvir os reféns e familiares para entender o que levou ele a praticar este ato."

AMADORISMO

A Ponte Rio-Niterói foi fechada nos dois sentidos para o trabalho de agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que chegaram às 6h53 para assumir as negociações. A operação trouxe grande transtorno aos motoristas das duas cidades. No Rio, o congestionamento ultrapassou 81 quilômetros - acima dos 50 registrados nas últimas duas terças-feiras. E quem quisesse sair de Niterói só pôde usar o transporte marítimo, que ficou lotado.

Silva levou uma faca, um taser (arma de choque) e uma pistola - mais tarde, foi constatado que era um simulacro. Apesar da aparente premeditação - ele preparou armadilhas, escureceu os vidros e a câmera interna do ônibus com tinta preta -, Silva foi considerado inexperiente pelos próprios reféns e baixava a guarda com frequência.

Ao entrar no ônibus, o homem teria dito que era policial. Porém a Polícia Militar informou que ele, na verdade, era um vigilante, morador de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

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