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Agosto 'superseco' dispara queimadas

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de registrar chuvas acima do normal nos primeiros seis meses, 2019 deve ser lembrado por ter um dos agostos mais secos da história de Bauru, apesar da leve precipitação registrada na manhã desta sexta-feira, na cidade. Com chuva praticamente nula, a baixa umidade tem tomado conta do tempo e, como consequência, o Corpo de Bombeiros já registra 60% a mais de chamados de incêndios neste mês em relação ao ano passado.

E a situação deve se complicar ainda mais, já que o mês termina em oito dias e o IPMet da Unesp prevê que, até lá, não deve cair uma gota de chuva no município. A possibilidade maior de precipitação é apenas para a segunda semana de setembro.

Entre os vários incêndios registrados nesta semana, o Corpo de Bombeiros atendeu a uma solicitação para conter as chamas em uma seringueira com mais de 50 anos. A árvore precisou ser suprimida (leia mais abaixo).

CONCENTRADA

Os dados comprovam os efeitos do tempo seco. De 1 a 21 de agosto deste ano, 78 chamados foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros, contra 49 no mês todo em 2018.

Comandante dos três postos dos bombeiros no município (Falcão, Centro e Distrito), o 1.º tenente Vinicius Burin conta que a corporação tem colocado toda sua equipe para dar conta dos atendimentos. "A estiagem se estende do início de junho a setembro, geralmente. Só que, neste ano, ela ficou mais concentrada em agosto", contextualiza.

Dados históricos do IPMet apontam que há seis anos, pelo menos, este mês não era tão seco assim. O fato preocupa não só pelos incêndios, mas também porque parte da cidade já enfrenta racionamento de água não oficial.

ANO ATÍPICO

Na contramão do agosto seco, o início de 2019 foi atípico pela farta quantidade de chuvas registrada nos primeiros seis meses, o que fez com que a Operação Enchente, do Corpo de Bombeiros, que terminaria em abril, fosse estendida até julho.

O fato diminuiu em 38% o número total de chamados da corporação em relação às queimadas. De 960 atendimentos, em 2018, as solicitações caíram para 560 em 2019, no período de janeiro a 21 de agosto.

"A cidade sofreu mais com as chuvas do que com as queimadas neste ano, porque o período de seca ficou mais curto. Finalizaremos a Operação Estiagem no final de setembro", analisa o tenente Vinicius Burin.

Para fins comparativos, os meses de estiagem em 2018 registraram 6 mil metros quadrados de área verde queimadas. Em 2019, a área destruída caiu para 4 mil metros quadrados, mas com período de estiagem mais curto e que ainda não terminou.

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