Brasília - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu nesta sexta-feira prazo de até 48 horas para que o Ministério da Economia e a Advocacia-Geral da União, órgãos do governo Jair Bolsonaro, e a Procuradoria-Geral da República se manifestem sobre a proposta de uso de recursos do fundo de dinheiro recuperado pela Petrobras na operação Lava Jato no combate a queimadas e desmatamentos na região amazônica.
A decisão de Moraes ocorre após sugestão apresentada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao Supremo de que os recursos do fundo - de R$ 2,5 bilhões oriundos de multas pagas-- possam ser usados em ações na Amazônia para a educação.
Pela sugestão de Maia, do total de recursos, R$ 800 milhões seriam repassados para ações orçamentárias destinadas à prevenção e ao combate de incêndios florestais.