Célula tridimensional feita com melão e ameixa, boi-bumbá confeccionado com caixa de papelão, jogos e brinquedos manufaturados. De tudo um pouco pôde ser visto no Calçadão da Batista de Carvalho, neste sábado (24), durante a 1.ª Mostra de Ciência e Inovação da Educação Municipal, em Bauru.
Com o objetivo de instigar o interesse pela ciência, história e tecnologia, os trabalhos foram produzidos em sala de aula por alunos do 1.º ao 9.º ano de nove escolas de ensino fundamental, bem como por estudantes do Centro Educacional de Jovens e Adultos (Ceja) e da educação especial. Nas tendas instaladas na quadra 4 da Batista, foram expostos projetos variados, que abordavam o ciclo da água, a história de Bauru, a cultura popular brasileira, a prevenção à dengue e a integração entre a história da África e a do Brasil, assim como trabalhos nas áreas de matemática, ciências, geografia, literatura e artes plásticas. Membro da comissão organizadora da mostra, Wagner Antônio Júnior explica que a exposição pedagógica, além de ser uma ferramenta para expandir o conhecimento dos alunos, é uma forma de levar para fora dos muros da escola o trabalho realizado em salas de aula. "É a primeira vez que promovemos esta atividade, que também contribui para a disseminação da ciência no Centro da cidade, e o resultado foi muito positivo", destaca.
CONHECIMENTO
A Emef Claudete da Silva Vecchi, por exemplo, levou ao Calçadão símbolos da cultura popular de diversos estados brasileiros, como o bumba meu boi e representações dos bonecos gigantes de Olinda. Na sexta-feira, antes da exposição, os alunos ainda fizeram um cortejo no entorno da escola, encenando as danças características destas figuras festivas.
"É uma sequência didática que ainda não terminou. E a produção dos materiais tem como pano de fundo uma discussão mais ampla, em sala de aula, sobre a origem e a simbologia de cada festa, nas mais variadas regiões do País", detalha Priscila Batistela, coordenadora da escola, que fica no Parque Viaduto.
Já a Emef Santa Maria, localizada na Vila Santa Luzia, trouxe modelos tridimensionais de células humanas, feitos com materiais de baixo custo, inclusive frutas, além de uma representação da respiração pulmonar, a partir do uso de garrafa pet, canudo e balão.
"Os estudantes também fizeram móbiles do sistema esquelético. São maneiras lúdicas que ajudam os alunos a memorizar com mais facilidade os conteúdos", pondera Sirlei Campos, diretora de divisão da Secretaria Municipal de Educação, pasta que promoveu o evento. Além da exposição pedagógica, a mostra contou com atividades recreativas complementares, como o circuito cidade mirim e jogos de tabuleiro.