Pequim - A China disse neste sábado (24) que se opõe fortemente à decisão de Washington de cobrar tarifas adicionais a US$ 550 bilhões em mercadorias chinesas e alertou os EUA de consequências se não encerrarem suas "ações erradas". Os comentários feitos pelo Ministério do Comércio da China vieram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na sexta-feira (23) que Washington imporia um imposto adicional de 5% sobre os produtos chineses, horas depois de Pequim anunciar suas últimas tarifas retaliatórias em cerca de US$ 75 bilhões em mercadorias dos EUA.
"Esse protecionismo comercial unilateral e intimidador e a pressão máxima violam o consenso alcançado pelo chefe da China e dos Estados Unidos, violam o princípio do respeito mútuo e do benefício mútuo e danificam seriamente o sistema comercial multilateral e a ordem comercial internacional normal", disse ministério do comércio da China em um comunicado. "A China adverte fortemente os Estados Unidos a não julgarem mal a situação ou subestimarem a determinação do povo chinês", acrescentou.
O último passo tarifário de Donald Trump, anunciado no Twitter, disse que os EUA aumentariam suas tarifas existentes em US$ 250 bilhões em importações chinesas para 30% dos atuais 25% a partir de 1 de outubro, o 70º aniversário da fundação da República Popular Comunista da China.
O consultor econômico da Casa Branca disse no início da semana que o governo Trump estava planejando conversas pessoais entre autoridades norte-americanas e chinesas em setembro. Não está claro se a reunião bilateral ainda ocorrerá.
A guerra comercial de um ano entre as duas maiores economias do mundo tem agitado os mercados financeiros.