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Amazônia: Macron quer mobilização

Estadão Conteúdo
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Paris - O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a cúpula do G7 (grupo de países ricos, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) que começa neste sábado (24), trabalhará para mobilizar os sete países que integram o grupo na luta contra o incêndio na Amazônia e para investir no reflorestamento.

Em mensagem transmitida pela televisão e divulgadas poucas horas antes do início oficial da cúpula em Biarritz, Macron ressaltou que a Amazônia é um "bem comum" e insistiu para que a floresta tropical esteja no topo da agenda da reunião.

"Vamos fazer não só um apelo, mas uma mobilização de todas as potências que estão aqui, em associação com os países da Amazônia, para investir em primeiro lugar para lutar contra esses incêndios em andamento", disse, além de destacar que a França também é um dos países amazônicos por meio do território da Guiana Francesa.

"O oceano e a floresta que arde na Amazônia nos chamam. Nós temos que respondê-los e de uma maneira concreta", escreveu Macron no Twitter. Macron acrescentou que há planos de se investir em reflorestamento e para permitir aos povos locais e a ONGs desenvolver atividades adequadas para "preservar esse tesouro da biodiversidade".

Na quinta-feira (22), Macron chamou a situação das queimadas na Amazônia de "crise internacional" e afirmou que o tema deve ser discutido em reunião no G7 .

O presidente Donald Trump, chegou à França neste sábado para o que promete ser uma reunião difícil das principais nações industrializadas, com atritos envolvendo comércio, mudanças climáticas e o Irã provavelmente atrapalhando as negociações.

A reunião de três dias do G7 no balneário francês de Biarritz ocorre em meio a diferenças acentuadas sobre uma série de questões globais que correm o risco de dividir ainda mais um grupo de países que já lutam para falar a uma só voz.

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