Um grupo formado por, aproximadamente, 50 ex-funcionários da Ajax participou de um ato em frente ao Fórum da Comarca de Bauru, na manhã desta segunda-feira (26). A empresa, cuja falência foi decretada no dia 14 de outubro de 2015, ainda não pagou FGTS, rescisões, 13.º salário e outros benefícios.
A enfermeira Vera Lúcia Vieira Concuruto não mais conseguiu se recolocar, definitivamente, no mercado de trabalho. "Fiquei quatro anos desempregada e entrei na Mondelez, que também fechou as portas. Muita gente passou mais dificuldade do que eu, porque não tinha qualquer formação", acrescenta.
Ela e outros seis trabalhadores compõem uma comissão, que promove manifestações como a de hoje. O grupo espera que a Justiça consiga pressionar os administradores da massa falida.
OUTRO LADO
Já a advogada da V. Faccio Administrações, responsável pela gestão dos bens da Ajax, Sandra Nascimento, não estabelece prazo para que a dívida junto aos credores seja quitada.
Ainda de acordo com ela, a administração judicial trabalha no sentido de arrecadar e buscar a alienação dos bens da falida. No entanto, esbarra na crise financeira vivenciada pelo País, que inibe a atuação de possíveis investidores.
Os antigos empregados ingressaram com reclamação contra a massa falida e, nos casos em que obtiveram sucesso no reconhecimento de lhes serem devidas verbas trabalhistas, ajuizaram pedidos de habilitação dos valores junto à 5.ª Vara Cível.
A advogada reconhece que alguns bens já foram vendidos. "Não se mostra possível um 'adiantamento', porque a verba da venda das máquinas é módica em relação à da totalidade dos créditos", finaliza.