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800 animais na fila de adoção

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru contabiliza pelo menos 800 animais que foram abandonados e, hoje, estão na fila de adoção. O número elevado considera só os acolhidos pela ONG Arca da Fé e pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde.

O município não possui estimativa oficial sobre o total de pets que vivem em abrigos mantidos por ONGs ou em lares temporários da cidade, nem mesmo dados sobre a população errante, abandonada nas ruas. De qualquer forma, a quantidade de animais que precisam de um lar é grande, o que demanda ações mais rigorosas do poder público.

Diretor do Departamento de Saúde Coletiva, Mário Ramos afirma que a Secretaria de Saúde vem agindo em duas frentes: conscientização sobre guarda responsável e controle da população. Ontem, inclusive, o castramóvel da prefeitura começou a funcionar, com atendimento que permanecerá durante as próximas semanas na região da Vila Dutra, Santa Cândida e Leão 13 (leia mais ao lado).

No CCZ, aguardam adoção 51 animais. Ramos revela que a média de adoções vem caindo nos últimos anos, devido ao custo envolvido para manter os pets. "Também por este motivo, a adoção de gatos, que geram custo menor, tem sido maior do que a de cães", pontua.

Se, por um lado, o índice de adoções minguou, a conscientização sobre guarda responsável, segundo o diretor, ainda esbarra na ausência de senso de responsabilidade de parte da população. "Infelizmente, ainda tem gente que abandona o animal doméstico na rua por falta de dinheiro, porque dá trabalho, ou descarta os filhotes do animal que deu cria", lamenta.

CONSCIENTIZAÇÃO

Com mais de 700 animais acolhidos, a ONG Arca da Fé realiza campanhas permanentes de adoção, conseguindo destinar a novos lares, em média, cerca de 20 a 30 pets. O número, contudo, não tem sido suficiente para esvaziar o abrigo.

"Até o ano passado, tínhamos cerca de 400 animais. Infelizmente, o abandono tem crescido muito. A falta de conscientização ainda é muito grande", revela a presidente da entidade, Vanessa Araújo. Uma das estratégias da ONG, que se mantém financeiramente com a ajuda de colaboradores, tem sido realizar palestras em escolas, educando as novas gerações.

Para se ter ideia, uma única cuidadora inscrita no castramóvel abriga, na região da Vila Dutra, 54 gatos, conforme revela a ativista Thaís Viotto, presidente da Comissão de Defesa e Proteção Animal da OAB Bauru e do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (Comupda). "E gatos se reproduzem a uma velocidade infinitamente maior do que os humanos. A única saída para controlar a população animal é castrar os pets e conscientizar as pessoas", conclui.

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