São Paulo - O dólar atingiu uma nova máxima em 2019. Nesta segunda-feira (2), a moeda americana fechou cotada a R$ 4,1840, alta de 0,98%, maior patamar desde 13 de setembro de 2018, antes das eleições presidenciais.
Dentre os emergentes, o real foi a divisa que mais se desvalorizou nesta sessão, marcada pela dificuldade de China e Estados Unidos chegarem a um acordo comercial e pelo pacote argentino que visa conter a desvalorização do peso.
No domingo (1º) passaram a valer as novas tarifas americanas, de 15%, sobre uma variedade de produtos chineses -incluindo calçados, relógios inteligentes e TVs de tela plana-, enquanto a China começou a cobrar novas tarifas sobre o petróleo americano.
Além disso, a China entrou com um processo contra os Estados Unidos junto à OMC (Organização Mundial do Comércio) por causa das tarifas americanas, informou o Ministério chinês do Comércio nesta segunda.
Os desacordos, e o fato que uma data para a visita da delegação chinesa à Washington ainda não foi definida, preocupam investidores que aumentam sua aversão a risco.
ARGENTINA
No Brasil, se soma o efeito Argentina. No domingo, o governo de Maurício Macri decretou limites no mercado de câmbio, para conter a disparada do dólar (leia mais à página 22)
Segundo as novas regras, as pessoas físicas serão limitadas a comprar ou transferir para contas no exterior até US$ 10 mil por mês.