Pirajuí - O Tribunal de Justiça (TJ) condenou a 30 anos de prisão, em regime inicial fechado, um repositor de 47 anos que foi preso em flagrante em dezembro de 2017 acusado de abusar sexualmente da filha da sua ex-mulher, de 12 anos, em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru).
Os nomes dos envolvidos não serão divulgados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Conforme divulgado pelo JC na época, uma irmã da adolescente foi até a casa do ex-padrasto e o encontrou nu, deitado sobre a vítima em um sofá. A PM foi chamada e ele foi preso.
A menina disse à polícia que era abusada pelo suspeito desde os dez anos, quando ele ainda vivia com sua mãe. Segundo a versão dela, em troca, ele lhe presenteava com doces e brinquedos. No celular dele, a polícia encontrou uma foto em que ele aparecia acariciando os seios da menina.
Durante o inquérito, a Polícia Civil reuniu provas testemunhais e materiais dos abusos sexuais e, em primeira instância, o repositor foi condenado a 34 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. Ele recorreu alegando falta de provas, mas o TJ o absolveu apenas do crime de armazenamento de material pornográfico, reduzindo a pena para 30 anos de reclusão.