A Prefeitura de Bauru ainda tenta concluir as obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa, que vai tratar cerca de 95% do esgoto da área urbana. Mas antes mesmo da maior ETE ficar pronta, as duas que já funcionam há apenas oito anos precisam de reformas e ampliações. Inauguradas em agosto de 2011, as ETEs Candeia e do distrito de Tibiriçá tratam 5% do esgoto do município. A primeira recebe os dejetos do Núcleo Gasparini, Pousada da Esperança, Vila São Paulo, entre outros, com população atendida de 30 mil pessoas. Já a estação do distrito recebe o esgoto produzido por cerca de mil moradores. Ambas, contudo, já necessitam de novos investimentos, com verba do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE).
CANDEIA
De acordo com o Departamento de Água e Esgoto (DAE), a Divisão de Planejamento tem em andamento o projeto básico de ampliação e inclusão do processo terciário na ETE Candeia, previsto para janeiro de 2020. O custo estimado é de R$ 330 mil, para aumentar a qualidade do efluente despejado no Córrego Água Parada, afluente do Rio Batalha, procurando atender ao crescimento desta região do município.
O que já funciona também precisa de reformas. "A Engenharia da Divisão de Produção está elaborando termo de referência no processo para reforma das partes internas da elevatória, do reator e do filtro biológico (troca do material de enchimento e difusores de membrana), pois após oito anos de operação, as partes internas de aço sofrem com a corrosão dos gases do esgoto, sistema coletor de gases e necessitam de reforma maior, além das manutenções que são executadas periodicamente. Está em fase de orçamentos estimativos", confsirma o DAE.
Na semana passada, o vereador Natalino da Silva (PV) mostrou fotos de lodo acumulado na ETE e de espuma saindo após o final do tratamento. Segundo o DAE, contudo, não há problema com o lodo do reator, e com o período de inverno cai a demanda de produção do lodo biológico. Uma empresa será contratada para o transporte e destinação final do material assim que houver aumento da demanda. Já a espuma se deve ao uso de produtos de limpeza não biodegradáveis, que não conseguem ser tratados por ETEs biológicas. Neste caso, dependeria de mudança de hábitos da população.
TIBIRIÇÁ
A ETE de Tibiriçá até hoje não consegue tratar o volume de carga orgânica proveniente de dejetos de animais. "Estamos fazendo a limpeza e readequação do sistema de alagados, que está sobrecarregado, e posteriormente faremos a limpeza do filtro biológico. Estamos operando hoje com o decantador primário, filtro biológico e lagoa. Este sistema consegue fazer o processo de depuração em 80% de degradação da matéria orgânica. O DAE já tentou ao longo dos últimos 20 anos descobrir este lançamento clandestino de dejetos animais na rede coletora de esgoto, mas não conseguiu. Assim, decidiu contratar um projeto que possa atender a demanda e preservar o Córrego do Sossego, afluente do Água Parada", afirma o DAE. O projeto de reforma foi feito pela empresa Ottawa e já está concluído.