Na tarde desta quinta-feira (5), o Tribunal do Júri decidiu pela condenação de Matheus Kellinton Mariano, réu confesso pelo assassinato, em 2016, do autônomo Antônio Marcos Procidônio. A pena imposta foi de nove anos e quatro meses pelo homicídio e mais três meses por lesão corporal contra a esposa da vítima. No dia do crime, conforme noticiou o JC, Procidônio tentou separar uma briga na saída de uma casa noturna, na avenida Nações Unidas, e acabou baleado nas costas por Matheus (leia mais abaixo).
A maioria dos jurados acatou a tese da defesa, comandada pelo advogado Fábio Burian Celarino, reconhecendo que Matheus matou Antônio sob violenta emoção, situação que desqualificou o motivo torpe do crime. Contudo, o júri entendeu que o réu não proporcionou chance de defesa para a vítima.
A acusação, feita pelo promotor Djalma Marinho Cunha Filho, também pedia a condenação de Matheus por tentativa de homicídio contra o filho de Antônio, Jonatan da Silva Procidônio, a cunhada e a esposa, que acompanhavam a vítima no momento do crime. O promotor levava em conta outros três tiros dados pelo réu na ocasião.
Porém, o júri absolveu Matheus dessas acusações, considerando apenas o homicídio e o crime de lesão corporal contra a esposa de Antônio na época. A mulher foi atingida na região da panturrilha por um dos tiros.
O julgamento foi acompanhado pela família da vítima. "A Justiça foi feita, mas não vou ter meu pai de volta", diz Jonatan Procidônio, filho do autônomo.
PASSAGEM
Para a definição da pena, a sentença proferida pela juíza Érica Marcelina Cruz considerou o fato de Matheus Kellinton ter reincidentes na Justiça por porte de arma e de drogas, mas ponderou ele ter confessado o assassinato do autônomo após a prisão.
"Consideramos que o julgamento foi bastante justo. Vamos recorrer apenas desses três meses imputados por lesão corporal", avalia Fábio Burian.
De acordo com a defesa, Matheus fazia bicos como segurança em boates. Mas, no dia do crime, estava na casa noturna apenas como frequentador.