Washington - O governo brasileiro apoiou, no âmbito da OEA (Organização dos Estados Americanos), o presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, na moção para aprovar convocação do órgão de consulta do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).
A medida presume defesa mútua dos países-membros em caso de ataques externos.
Chancelada nesta quarta-feira (11) por 12 dos 19 países que participam do acordo -incluindo Brasil e EUA-, a resolução prevê que a reunião dos ministros de Relações Exteriores das nações participantes deve ser convocada para a segunda quinzena de setembro.
A chamada oficial para o encontro foi feita na OEA com base em projeto apresentado pelas missões permanentes da Colômbia, Brasil, EUA e do governo de Guaidó.
Segundo relatos de integrantes das delegações, o pedido para incluir o debate na sessão desta quarta foi feito a fim de que o tema seja levado à Assembleia Geral da ONU, na semana do dia 23 de setembro. O presidente Jair Bolsonaro fará o discurso de abertura, na terça-feira (24).
No texto da resolução, os países afirmam que a crise na Venezuela "tem um impacto desestabilizador, representando uma clara ameaça à paz e à segurança do hemisfério" e, por isso, querem a convocação do órgão de consulta do tratado.