Brasília - O ministro da Economia, Paulo Guedes, demitiu o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra. Ele ocupava o cargo desde o início do governo de Jair Bolsonaro que informou à noite, via twitter que foi dele a ordem para a exoneração.
O motivo da queda foi a divulgação de estudos para uma reforma tributária, incluindo a cobrança de uma taxação nos moldes da antiga CPMF.
Já para pagamentos no débito e no crédito, a alíquota inicial estudada é de 0,2% (para cada lado da operação, pagador e recebedor).
A informação foi dada por Marcelo de Sousa Silva, secretário especial adjunto da Receita Federal, que defendeu a contribuição no Fórum Nacional Tributário (promovido pelo sindicato dos auditores fiscais, em Brasília), porém, o Ministério da Economia informou que Cintra pediu exoneração e afirmou ?"que não há um projeto finalizado pelo Ministério da Economia".
PRESIDENTE É CONTRA
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (11) que a proposta de criação de um imposto nos moldes da CPMF foi o que derrubou o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra.
Após a exoneração de Cintra, Bolsonaro publicou mensagem no Twitter. Ele escreve: "Tentativa de recriar CPMF derruba chefe da Receita. Paulo Guedes exonerou, a pedido, o chefe da Receita Federal por divergências no projeto. A recriação da CPMF ou aumento da carga tributária estão fora da reforma tributária por determinação do Presidente", referindo-se em terceira pessoa.
Jair Bolsonaro tem se colocado contrário à instituição de um novo tipo de imposto. Em 3 de setembro Bolsonaro afirma que a recriação de um imposto nos moldes da antiga CPMF deve ser condicionada a alguma compensação para a população. "Já falei para o Guedes: para ter nova CPMF, tem que ter uma compensação para as pessoas. Se não, ele vai tomar porrada até de mim." E continuou. "O Cintra (Marcos Cintra, secretário especial da Receita Federal) às vezes levanta a cabeça, mas eu vou lá e dou uma nele."