Bons tempos aquele em que o pensamento da esquerda se dizia revolucionário. E a direita era acusada de reacionária, e seus componentes conhecidos pela alcunha de "reaças". As coisas mudaram rapidamente e agora vemos uma esquerda fisiológica e reacionária defendendo Lula, Dilma e toda a roubalheira da Petrobras, BNDES, Correios, rodovias, hidroelétricas e as ideias do ex ditador e depois presidente Getúlio Vargas, inclusive sua CLT copiada da carta Del Lavoro de Mussolini.
Até o articulista aqui do JC Henrique Matthiesen entrou nesta vibe e dilmou as ideias, ou seja, falou muito sem dizer nada, defendendo que a classe dominante do Brasil do século XXI tem "ideário escravagista". Tudo por causa das reformas trabalhistas, que acabaram com as mamatas dos sindipelegos de chupinhar compulsoriamente o salário dos trabalhadores e a defender também jabuticaba da justiça trabalhista, outro avanço revolucionário getulista, segundo ele.
Terminou o espevitado articulista concluindo que hoje temos uma "escravidão voluntária", saudoso da liberdade getulista e tão ao gosto do finado PT e da hoje falida CUT. Esta visão da luta de classe já se tornou, e cada vez mais isto se confirma, um mero argumento para o discurso político fora de época, em um mundo em que as empresas se valorizam mais, à medida que tem mais preocupação com a sua responsabilidade social e sustentabilidade ocorre em um conceito mais amplo. Escravos voluntários hoje são aqueles que não veem a evolução dos tempos e ficam amarrados a uma esquerda obsoleta, banida com desonrosas exceções de todo o planeta.
As elites continuam existindo, mas pouco a pouco perdendo o viés negativo de outrora, e compõem fundações como a de Gates ou Buffet, usando a maior parte de suas fortunas para melhorar o mundo e as condições em que as pessoas mais pobres vivem.