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Preços do petróleo saltam quase 15% com mercado tenso

Laila Kearney
| Tempo de leitura: 1 min

Nova York  - Os preços do petróleo dispararam quase 15% nesta segunda-feira (16), seu maior ganho percentual diário em mais de 30 anos e volumes recordes de negócios, depois de um ataque a instalações petrolíferas da Arábia Saudita reduzir a produção do reino pela metade e intensificar temores de retaliação no Oriente Médio.

Os contratos futuros fecharam a 69,02 dólares por barril, avançando 8,80 dólares, ou 14,61%, em seu maior ganho percentual em um único dia desde pelo menos 1988.

Já os futuros do petróleo dos Estados Unidos encerraram a sessão a 62,90 dólares o barril, alta de 8,05 dólares, ou 14,68% - maior avanço percentual diário desde dezembro de 2008.

Os ataques a estatal Saudi Armco, na Arábia Saudita, representam a maior queda na produção de petróleo da história. Serão 5,7 milhões de barris de petróleo a menos por dia, cerca de 6% de toda a produção mundial, o que levou a um corte de mais de metade da produção de petróleo da Arábia Saudita, maior exportador do mundo.

Segundo a Agência Internacional de Energia, a atual crise na oferta da matéria-prima é pior que a paralisação da produção no Irã com a revolução islâmica, em 1979, em que deixaram de ser produzidos 5,6 milhões de barris por dia (bpd). Também supera as perdas com a guerra árabe-israelense e o embargo do petróleo, em 1973, que teve impacto de 4,3 milhões de bpd. O período ficou conhecido como crise do petróleo.

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