Política

Empréstimo 'esfria' com dinheiro extra

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

A 'venda' da folha de pagamento da Prefeitura de Bauru superou e muito o que era esperado pelo próprio governo e já faz com que a Câmara solicite uma reavaliação ao prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) sobre o financiamento de R$ 50 milhões, pedido que ainda não foi apresentado. O Bradesco arrematou a operação da folha por R$ 53,5 milhões, enquanto a conta movimento segue com a Caixa, por R$ 1,5 milhão. O valor total de R$ 55 milhões supera, e muito, a previsão inicial de R$ 18 milhões.

O vereador Coronel Meira (PSB) vai pedir informação pelo Artigo 18 da Lei Orgânica sobre a destinação da verba. "Embora seja um valor de uso discricionário do prefeito, podendo ser usado para qualquer finalidade, é importante que a população tenha conhecimento de onde será usado, com a previsão do que entrará para cobrir custeio e do que ficará para investimento e o quanto irá para cada obra", afirma. "O prefeito vinha falando em fazer um financiamento, mas o valor que entrou foi muito bom, aliás méritos também da equipe que conduziu o leilão, então agora tendo esse dinheiro acho que fica desnecessário emprestar dinheiro", lembra.

Já a vereadora Chiara Ranieri (DEM) entende que diante do valor que entrará, fica completamente fora de propósito um financiamento. "Ao defender o empréstimo, o prefeito citava obras de recape, revitalização do Centro e dos distritos industriais, e a compra de máquinas. Acho que muito disso pode ser feito agora com esse dinheiro que entrará da venda da folha, não precisa endividar o município", frisa a parlamentar.

REDUÇÃO

O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) destacou ao Jornal da Cidade, na edição desta terça-feira (17), que, agora, pretende diminuir o valor do financiamento. Ainda seriam mantidos a compra de máquinas, revitalização do Centro e dos distritos industriais no empréstimo, mas asfalto e recape iriam dentro do valor da venda da folha.

O líder do governo na Câmara, vereador Markinho Souza (PP), defende uma discussão sobre o financiamento pretendido. "O valor ficou bem acima do esperado, acredito que a tendência é diminuir o financiamento, mas a venda da folha não é suficiente para fazer tudo o que precisa. Vamos esperar o prefeito fechar as contas do que precisará entrar para cobrir despesas e o quanto sobrará para investimentos para definir a real dimensão do financiamento", afirma.

 

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