Turismo

Destinos para curtir a primavera

JCNET
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Fazendo compras em um supermercado da cidade, encontrei-me com Adriano, servidor aposentado do DAE, o qual, repetindo manifestação anterior num encontro igualmente casual, disse-me continuar lendo meus textos no JC, ultimamente sobre pescarias e, nesse propósito, desejava saber se alguma vez tinha pescado no mar. Redarguindo com resposta afirmativa, sugeriu que escrevesse uma história focalizada nesse tema, o que de certa forma deixei prometido. Cumprir alguma coisa prometida de certa forma, é o mesmo que garantir sem assumir o compromisso da palavra. A metade da promessa ficou ali no supermercado e a outra parte dependia da boa vontade de minha memória recordar sem hiatos os fatos pretéritos, pois as duas vezes que estive pescando no mar foi na companhia de Darci Bighetti, pessoa que não está mais presente entre nós e que seria a única a auxiliar-me rememorar os fatos interessantes ou curiosos presenciados nas incursões ao mar, nos anos 90, e que inevitavelmente eles acontecem em toda pescaria. Darci construiu um confortável rancho em Cananéia, litoral sul, na beira de um canal que desembocava no mar, cerca de 1 k. da cabana. Para chegar até aquela cidade litorânea a distância mais curta estava numa estrada de pista única, ligando a cidade de Sorocaba (via Castelo Branco) com Iguape (via Régis Bittencourt), serpenteando a serra de Paranapiacaba.

Encontrava-me com Darci quase todos os dias em virtude da proximidade das residências aqui em Bauru. Ele fazia parte do grupo de amigos que eu pertencia e também pescava no rio Paraguai. Certa vez falou-me: vamos pescar no mar uns 3 ou 4 dias? Topei.

A primeira vez que transpus toda a serra de Paranapiacaba, fiquei extasiado com as flores nativas rastejando nos dois lados da estrada. Já conhecia esse mimo da natureza em outro lugar, porém em pequena quantidade e intercalado por grama ou pedra. O que estava vendo no espaço onde era o acostamento da rodovia, destacadamente no trecho entre Ibiúna e Tapiraí, cidadezinha construída no alto da serra de Paranapiacaba, era o acostadouro, quase sem interrupção coberto de flores de múltiplas cores, levando a imaginação que os veículos transitavam sobre um longo tapete negro estendido num campo florido. (Leia mais na próxima semana)

Alfredo Enéias Gonçalves d'abril, pescador aposentado

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