O baque pela derrota em plena Arena Corinthians na semifinal da Copa Sul-Americana foi forte dentro do vestiário do Corinthians. A situação fez com que Andrés Sanchez pedisse a palavra para tentar fazer com que o grupo reagisse antes de deixar o estádio depois do revés por 2 a 0 para o equatoriano Independiente Del Valle.
"O time sentiu muito, tomamos um show de bola. Nós jogamos muito mal e eles jogaram muito bem. A realidade é essa. Tem dia que dá tudo errado e foi um dia que deu tudo errado para nós e para eles deu tudo certo. Eles deram aula de futebol, a gente tem de se conscientizar disso e se preparar forte para quarta-feira (25) que vem tentar reverter", afirmou Andrés Sanchez, na zona mista da arena, reconhecendo o abalo do elenco alvinegro. "Todo mundo quando perde fica assim, e quando perde dessa maneira fica mais sentido ainda".
O mandatário não mediu palavras para reconhecer a superioridade dos equatorianos e repetiu o discurso na maioria de suas respostas aos jornalistas. "Imposição muito grande tecnicamente, fisicamente. E nós ficamos muito para trás", disse. "Eles não deixaram nós jogarmos. Tem que ser franco. Não adianta dar desculpa. Eles deram um show de bola e saiu até barato o 2 a 0", completou.
Em meio às explicações, o presidente alvinegro foi questionado sobre o trabalho de Fábio Carille e se o técnico corre algum risco de perder o cargo em caso de eliminação da Copa Sul-Americana, na quarta-feira que vem, no Equador.
"Esse é o grande problema da imprensa, do dirigente, do torcedor brasileiros. Perde um, dois jogos e tem que mandar treinador embora, tem que mandar presidente embora e não é assim que se faz futebol. Hoje eles se impuseram, mas ninguém vai tirar o Carille, não. Quando ganha ele é bom, quando perde também não pode ser tão ruim", avisou Andrés Sanchez.
Apesar do presidente manter a confiança em Carille, o técnico foi bastante criticado por corintianos nas redes sociais. Em entrevista coletiva, o treinador relacionou a derrota para o Del Valle ao fato de ter de jogar com muitos jovens no ataque por falta de opção.