Tribuna do Leitor

INCIDENTE EM WASHINGTON

Prof.Gilberto Sidney Vieira
| Tempo de leitura: 3 min

Em 19/7/1952, às 23h40, Edward Nuggent, controlador de tráfego aéreo do aeroporto internacional de Washington, observou dois ufos na tela do radar, a 24 km de distância. Dois caças F-49 tentaram interceptar os objetos, mas às 5h de 20/7/1952, os ufos desapareceram repentinamente. À meia-noite de 26/7/52, o radar do aeroporto acusou dois ufos a 16 km. Um piloto civil e uma comissária de bordo, num avião comercial, viram a olho nu os mesmos ufos. Eles circundavam insistentemente o avião da National Airlines. Um sargento da força aérea, em Delaware, também viu, do chão, a olho nu, os mesmos ufos. O tenente de um caça F-49, em pleno voo, tentou alcançar os dois objetos, mas a tentativa não foi exitosa. Em 29/7/1952, em entrevista coletiva no Pentágono (prédio da secretaria da defesa - Washington), o general John Stamford, diretor da CIA (inteligência americana), declarou oficialmente que tudo não passou de estrelas muito brilhantes no céu.

Que os alvos detectados no radar não passaram de uma inversão de temperatura nos dias e horas supracitados. Testemunhas oculares supracitadas e o pessoal da torre de controle discordaram das explicações do general Stamford. O major Fournet, os tenentes Holcomb e William Patterson, todos da força aérea, ratificaram que o que viram foram dois ufos sólidos. Mesmo porque, nas noites de junho, julho e agosto de 1952 (está registrado em aparelhos do aeroporto), não houve inversão de temperatura em Washington. O que apareceu na tela do radar foi uma linha constante, o que sinaliza um objeto sólido.

O capitão Edward James Ruppelt, da força aérea norte-americana, na época diretor do famigerado "Projeto Livro Azul", um engenheiro aeroespacial que lutou na II Guerra Mundial, especialista no manejo de radares militares portáteis em campo de batalha, entrevistou o pessoal militar e civil envolvido nos avistamentos aqui focalizados. Restou provado que não houve uma só pessoa (testemunha ocular) que acordasse com as explicações exaradas pela CIA. Ruppelt checou, como engenheiro aeroespacial, gráfico astronômico dos dias 19, 20 e 26/7/52. Inexistiam estrelas brilhantes sobre a torre de controle do aeroporto. Mais ainda: a CIA tentou persuadir o pessoal da torre que o que viram simplesmente foram estrelas brilhantes. Por divergir diametralmente da política de acobertamento da CIA,em torno do incidente, o capitão Ruppelt demitiu-se do cargo de diretor do "Projeto Livro Azul" em 1953.

E mais: deu baixa como oficial da força aérea. Tornou-se ferrenho defensor da verdade fática dos ufos. Escreveu três livros sobre avistamentos genuínos de ufos nos EUA. James E. MacDonald, físico da Universidade de Arizona, analisou cientificamente os avistamentos registrados no radar do aeroporto de Washington nos dias 19, 20 e 26/7/52. Entrevistou quatro pilotos e cinco pessoas da torre de controle. Todos testemunhas oculares. Diante da Comissão de Ciência e Astronáutica da Câmara Federal de Deputados dos EUA, em 1960, expôs o que foi investigado por ele. Segundo MacDonald a teoria da inversão de temperatura, aventada para justificar que não foram ufos registrados, é insustentável cientificamente.

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