A Câmara Municipal realizou audiência pública na tarde desta terça-feira para discutir os Ecopontos e a coleta seletiva de resíduos em Bauru. De acordo com a Semma, o município deveria ter 16 Ecopontos para atender adequadamente a demanda.
Porém, apenas 8 unidades estão instaladas - a última foi inaugurada em agosto, no Santa Edwirges/Vânia Maria, e até o ano que vem a previsão é de apenas mais uma, no Jd. Europa. Coronel Meira (PSB) e Carlão do Gás (MDB) chamaram o encontro.
O ex-secretário de Meio Ambiente Sidnei Rodrigues falou em nome da pasta na audiência, uma vez que a Semma está sem ninguém no momento. Ele destacou que o Orçamento de 2020 não prevê a construção de mais Ecopontos. No Jardim Europa, a obra será viabilizada como contrapartidada de um empreendimento. A partir de novembro, as quatro cooperativas de material reciclável de Bauru devem assumir essas unidades - cada uma cuidará de duas. O material recolhido depois será dividido igualmente entre elas. O valor que as entidades receberão do município ainda estão em análise no Jurídico da prefeitura.
Já em relação aos caminhões da coleta seletiva, o diretor de Limpeza Pública da Emdurb, Márcio Teixeira, admitiu as dificuldades em cobrir todo o município, e que os valores praticados até dois anos atrás não cobriam os custos. O serviço passou recentemente por uma reestruturação, diminuindo de sete para quatro equipes, após constatação de que parte delas estava ociosa. Já a presidente da Associação das Cooperativas, a Ascam, Gisele Moretti, enfatizou que o volume coletado só aumentará com conscientização ambiental.
Uma das cooperativas fez este trabalho no Núcleo Mary Dota e teve adesão da população, coletando praticamente o triplo da média. A distribuição de sacolas azuis, para diferenciar o lixo reciclável do orgânico, foi considerada uma medida efetiva. A Emdurb e a Semma trabalham com a possibilidade de colocar a distribuição dessas sacolas como parte de um programa permanente do município. Por fim, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) demonstrou preocupação com o sucateamento da Emdurb. A Ascam pretende assumir a coleta seletiva, atualmente feita pela empresa municipal, ponto em que o Sinserm é contra. Já a prefeitura prefere esperar os resultados da parceria com as cooperativas nos Ecopontos para depois discutir a coleta.