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Temporários: vagas devem crescer 20%

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Em meio ao alto índice de desemprego, surge uma oportunidade de recolocação. Depois de obter bons resultados em datas festivas, como Dia das Mães, Dia dos Pais e Semana da Pátria, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) estima que, nesta reta final do ano, as vagas a temporários deverão crescer 20% em relação a 2018. O comércio central bauruense, inclusive, começará a contratar a partir de outubro.

Diretor jurídico da entidade, Elion Pontechelle Júnior afirma que, em 2018, as lojas acolheram 1 mil trabalhadores intermitentes e a expectativa é de que, desta vez, as contratações beneficiem até 1,2 mil pessoas.

De acordo com o advogado, as admissões ocorrerão já no mês que vem, porque o comércio central também está otimista para o Dia das Crianças. "E mais: os temporários chegarão ao Natal com certa experiência".

Inclusive, as chances de recolocação daqueles que já trabalharam com vendas serão maiores. Os lojistas querem, ainda, pessoas com interesse em efetivação. "Inicialmente, estabelecimentos das áreas de cosméticos, vestuário e calçados terão o maior número de vagas", observa.

Quanto ao perfil dos trabalhadores, Elion esclarece que costuma variar conforme o tipo da loja. "Os locais que trabalham com moda jovem preferem pessoas mais novas. Por outro lado, aqueles que oferecem roupas para senhoras buscam por temporários da mesma faixa etária", exemplifica.

Já a jornada dependerá da demanda de cada comerciante, mas não fugirá de quatro, seis ou oito horas diárias. O piso, por sua vez, corresponde a R$ 1.326,00. Além disso, os próprios lojistas se responsabilizarão pela divulgação das vagas e pelo recebimento dos currículos.

ELA FICOU

A atendente Beatriz Helena da Silva Pereira, de 19 anos, teve a Carteira de Trabalho carimbada, pela primeira vez, aos 15. No final do ano passado, começou a trabalhar como temporária em uma papelaria nos Altos da Cidade.

De início, a ideia era dar uma ajuda no período de volta às aulas, entre dezembro e fevereiro. No entanto, acabou efetivada. "Eu estava desempregada por quatro meses e me esforcei para ficar", narra.

Agora, a jovem intenciona estudar Administração de Empresas e, quem sabe, subir de cargo dentro da companhia onde já atua.

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