Economia & Negócios

Previdência é adiada para dia 1º

FolhaPress
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Brasília - Por decisão dos líderes do Senado, a votação da reforma da Previdência foi adiada para a próxima semana. A previsão anterior era que a proposta fosse analisada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) nesta terça-feira (24) e pelo plenário da Casa nesta quarta (25).

Mas senadores também querem cobrar a fatura para votar o principal projeto econômico do governo em tramitação no Congresso. Sem consenso na Casa, a votação da reforma passou para a próxima terça (1º) na CCJ e, no mesmo dia, à tarde, no plenário.

VOZ VENCIDA

A presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS), disse que a decisão de adiamento teve o aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

"Fui voz vencida. Achávamos que [...] conseguiríamos votar a reforma da Previdência até 15h para não prejudicar [a sessão do] o Congresso, mas houve uma determinação do presidente da Casa junto com os líderes e nós temos que acatar", afirmou Tebet.

ABUSO DE AUTORIDADE

Em uma derrota para o governo e, em especial, ao ministro Sergio Moro, o Congresso Nacional derrubou na noite desta terça-feira (24) 18 vetos feitos por Jair Bolsonaro (PSL) à Lei de Abuso de Autoridade. Outros 15 pontos que haviam sido barrados pelo presidente acabaram mantidos. 

Alcolumbre convocou aa sessão do Congresso para a noite desta terça para votar os vetos à lei de abuso de autoridade, além de analisar um projeto que permite a liberação de emendas parlamentares para deputados que votaram a favor da reforma da Previdência.

Emendas são formas de um parlamentar destinar recursos para sua base eleitoral e foram negociadas com o Palácio do Planalto quando a proposta de reestruturação das regras de aposentadorias estava na Câmara.

Senadores também querem o mesmo benefício e interlocutores do presidente Jair Bolsonaro analisam os pedidos do Senado.

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