Internacional

'A França é parte da Amazônia', diz Macron

FolhaPress
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Nova York - "Eu respeito a preocupação de Bolsonaro, mas obviamente nós respeitamos a soberania dos países", disse o presidente francês, Emmanuel Macron. Além de reforçar por três vezes que a cooperação internacional pela Amazônia respeita a soberania dos países, Macron disse que "a França é parte da Amazônia, então "eu devo ser eficiente em buscar soluções".

Com 83,534 km2, o território da Guiana Francesa ocupa uma pequena parte da Amazônia, presente em nove países com um total de 8,47 milhões de km2. O bioma é comumente citado como brasileiro pelo fato de o Brasil possuir 5,5 milhões de km2 da floresta amazônica.

Citando a França e a Alemanha entre os doadores da iniciativa, afirmou que "quanto mais projetos concretos nós tivermos, mais nós vamos investir para combater a destruição da Amazônia. "Todo mundo estava aqui. A porta está aberta para Bolsonaro também", afirmou. Questionado se seguiria com a aliança mesmo sob oposição de Bolsonaro, Macron respondeu que "nós devemos isso ao povo brasileiro e ao resto da humanidade também".

CONVERSA COM

BRASILEIRO

O presidente da França, Emmanuel Macron, no entanto, admitiu não assistiu ao discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia-Geral das Nações Unidas, mas rebateu um dos argumentos do brasileiro. "Eu estava em uma correria e não vi o discurso", disse Macron nesta terça-feira, 24. Diante da informação de que Bolsonaro afirmou que há interesse colonialista e de exploração da riqueza da região por parte dos que criticam o governo brasileiro, o francês respondeu: " Temos muitas pessoas envolvidas no (debate sobre) futuro da Amazônia e acho que o que queremos fazer é ajudar as pessoas, com completo respeito pela soberania, ajudando o povo. Não é questão de lobby ou interesse, os lobbies são para destruir a floresta para seus próprios interesses. O que nós queremos fazer é ajudar pessoas para elas mesmas e para o futuro da Amazônia, porque é um bem comum", afirmou.

Enquanto Bolsonaro saía do plenário da Assembleia-Geral após assistir ao discurso do presidente americano Donald Trump, o francês se reuniu no corredor da ONU com o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT). 

No discurso que fez a seguir, no entanto, Macron evitou polemizar com o Brasil.

Em entrevista ao SBT, no entanto, Bolsonaro disse que não há clima para conversar com o presidente francês.

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