Nacional

FMI defende medidas para fortalecer crédito aos Estados

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez nesta terça-feira (24) por meio de um relatório, a defesa de uma série de medidas no quadro jurídico e institucional do Brasil para recuperação dos Estados e fortalecimento da estrutura de empréstimos. De acordo com o FMI, isso passa por uma significativa reforma do financiamento subnacional e pelo fortalecimento da responsabilidade fiscal no País.

Intitulado "Strengthening the Framework for Subnational Borrowing", o relatório foi produzido pelo FMI, em cooperação técnica com o Tesouro Nacional. O documento foi divulgado em conjunto na manhã desta terça-feira.

PRESSÃO FISCAL

Nele, o FMI lembra que o Brasil vem enfrentando uma pressão fiscal "severa" nos últimos anos. "Como a economia passou por uma profunda recessão de 2014 a 2016, os governos subnacionais brasileiros tiveram que se ajustar a um crescimento muito menor da receita, enquanto lida com as consequências dos aumentos das despesas no passado - em especial, em salários e pensões", registrou o relatório. "Vários Estados estão tendo que gerenciar agora altos níveis de dívida, pressões de liquidez e acumulação de atrasos em pagamentos."

Neste contexto, o FMI defende uma "significante mudança" na estrutura organizacional, para impor restrições rígidas de orçamento e promover políticas estáveis e sustentáveis.

Essas mudanças passam por uma reforma da estrutura de financiamento subnacional. Para o FMI, isso inclui restringir o uso de garantias federais em empréstimos ou mesmo eliminá-las, além de limitar crédito concedido por bancos públicos. "Isso reduziria os incentivos ao excesso fiscal, reduziria os riscos para o governo federal e resolveria parte das tensões institucionais entre diferentes níveis de governo e o judiciário."

Comentários

Comentários