Economia & Negócios

Donald Trump fala de acordo com China e acalma mercado

FolhaPress
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Washington - Após a abertura do processo de impeachment contra o presidente americano Donald Trump, a aversão a risco dominou o mercado financeiro entre o fim do pregão de terça-feira (24) e o início do pregão desta quarta (25).

A incerteza na política americana, no entanto, foi ofuscada pela declaração do presidente de que um acordo comercial com a China poderá acontecer mais cedo do que as pessoas pensam.

"Eles [chineses] querem muito fazer um acordo...Isso pode acontecer mais cedo do que você pensa", disse Trump a repórteres em Nova York.

BRASIL

Com a expectativa de um acordo, os índices da Bolsa de Nova York fecharam em alta e puxaram a Bolsa brasileira.

O Ibovespa subiu 0,58%, a 104.480 pontos. O giro financeiro foi de R$ 14,126 bilhões, abaixo da média diária para o ano.

O dólar acompanhou e, depois de tocar os R$ 4,1960 pela manhã, encerrou em queda de 0,35%, a R$ 4,1550. 

Na véspera, Trump também foi o grande responsável pela movimentação do mercado ao atacar o Irã e a China em seu discurso na Assembleia Geral da ONU.

O principal diplomata da China reagiu às críticas e disse que Pequim não tinha intenção de "jogar Game of Thrones no cenário mundial", mas alertou Washington a respeitar sua soberania, inclusive em Hong Kong, que vive uma onda de protestos contra o governo chinês. 

Além de sua importância para o desempenho da economia global, os desdobramentos da Guerra Comercial ofuscam o pedido de impeachment de Trump por investidores considerarem que este processo não passa no Senado americano, que tem maioria republicana. 

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