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Cohab, dívida e empreendimentos HIS

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

O assunto dívida da Cohab volta às manchetes, depois dos precatórios e empréstimos para pagamento posterior. Estas dívidas somadas apresentam um futuro sombrio para a próxima administração, seja ela quem for.

Voltando à Cohab e a dívida, algumas perguntas não querem calar. A primeira delas é por que a Cohab não opera construção de novas unidades de HIS (Habitação social), que é sua função? Por que a Secretaria de Planejamento e não a Cohab lida com novos projetos habitacionais? Por que várias Cohab, como as de Campinas, Londrina, Santos e outras operam criativamente, através de construtoras, e Bauru não?

Em Campinas, a Cohab centraliza empreendimentos captando áreas com problemas fundiários, sana estes problemas e executa projetos ou agiliza os planos realizados pela iniciativa privada, de forma que em 60 dias tem aprovado os projetos com dispensa de Grapohab e em menos de um ano os que passam pela esfera estadual.

A Cohab, neste caso, além de agilizar, cobra estes serviços e tem exclusividade na isenção de impostos, dada para empreendimentos HIS. Desta forma, tem receita sem onerar as empresas e já com a vantagem da agilidade, sem nada custar ao município.

Sem considerar que a Cohab é proprietária de varias áreas em saldos de empreendimentos e outras sem infra que poderiam negociar já como empreendimento, valorizando e multiplicando seu patrimônio.

Em Bauru, a Seplan tenta há um ano licitar um empreendimento, com regras que desconsideram a condição de mercado e já ocorreram 3 tentativas de finalizar o chamamento das empresas, sem sucesso.

Ainda que consiga licitar, dificilmente terá o empreendimento realizado em qualquer tempo, seja por mudanças do governo federal nas regras do financiamento ou até por uma condição de mercado e de inexistência de público nesta proporção (1.900 unidades) com condições de renda, crédito e score bancário para tanto.

Por outro lado, se despreza uma empresa pública com expertise em habitação, com uma estrutura necessária e que facilmente seria adaptada e voltaria a faturar. Não existe justificativa técnica para esta duplicidade. Que sem faturamento vai custar muito para o erário.

A Seplan já pesa com a morosidade das aprovações normais e ainda vai se envolver com a situação complexa da habitação e desenvolve megaempreendimentos como as 1.900 casas, que andam na contramão do mercado.

Hoje operando em pequenos empreendimentos em vazios urbanos, que utilizam a infraestrutura ociosa existente, devido a seu pequeno impacto e com isto tem menor custo, atendendo melhor às necessidades dos que precisam de moradia.

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