Turismo

Parque Nacional Lauca, entre lagoas e lhamas

Thiago Lasco
| Tempo de leitura: 2 min

JANELA

O Parque Nacional Lauca, apesar de estar em uma área mais desértica, é rico em fauna e flora. Várias das espécies que estão ali são endêmicas, ou seja, não existem em nenhum outro canto do mundo

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Toda simpática, a lhama é a criatura mais pop do grupo. Pelagem fofa como a de um poodle que acabou de sair do pet shop, um sorriso de canto de boca que parece saudar o visitante. A alpaca também tem o corpo recoberto de lã e, por isso, o mesmo aspecto gorducho ? mas o pescoço e o focinho são mais curtos. A vicunha é a mais delicada de todas: compacta, delgada, quase uma prima do Bambi de Walt Disney. O guanaco fica no meio do caminho entre a alpaca e a vicunha ? é o único que tem a cara preta.

Depois de um dia inteiro no Parque Nacional Lauca, com as explicações de um bom guia, fica fácil entender quem é quem. O contato com esses animais, todos membros da família dos camelídeos, está entre as experiências mais marcantes da visita. Da janela do carro, o zoom da câmera nem sempre consegue capturar os detalhes dos bichos que surgem ao redor da estrada. Mas há vários trechos, como nas ruínas do povoado de Parinacota, em que é possível avistá-los bem de perto, pastando ou bebendo água em lagos. E, de perto, eles são ainda mais adoráveis.

Mas há mais para ver. A paisagem é dominada pelo Lago Chungará, de cerca de 15 quilômetros quadrados de extensão, com águas em tom esmeralda que podem estar parcialmente congeladas, a depender da época do ano. Ao seu redor, impõem-se dois vulcões gêmeos sem atividade, Parinacota (cujo cume, a 6.340 metros, é o ponto mais alto do parque) e Pomerape, sempre cobertos de neve. Em uma das extremidades, o lago deságua em várias pequenas lagoas, cercadas por rochas vulcânicas, as Lagunas Cotacotani. Mais de cem espécies de aves, de gaivotas e taguas até flamingos cor-de-rosa, podem ser vistas por ali.

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